Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Trump, os europeus e a paz

05 dez, 2025 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Contra a rendição da Ucrânia perante a Rússia, desejada por Trump, tem valido a posição dos países europeus. Um sinal positivo é a crescente cooperação entre três líderes europeus - Macron, Metz e Keir Starmer.

Na noite de terça-feira, em Moscovo, os enviados de Trump, presidente dos EUA, mantiveram mais de cinco horas de reunião com a gente de Putin. Como de costume, Trump mostrou-se otimista, confiando que dali sairia um acordo. Mas daquele encontro não saiu nada de positivo.

O facto não é surpreendente para quem não acredita que Moscovo deseje um acordo de paz ou até um mero cessar-fogo na Ucrânia. Putin fez duras críticas aos países europeus, por estarem a “prejudicar os esforços de Trump para alcançar a paz”.

Os esforços de Trump concentram-se numa grande pressão sobre Zelensky, tentando que este concorde com as exigências russas, que são inaceitáveis para um patriota. A posição de Zelensky ficou enfraquecida com o escândalo de corrupção que levou ao afastamento de um seu próximo colaborador. Felizmente os países europeus que apoiam a Ucrânia consideraram impossíveis as medidas que Putin exige – e que mais propriamente configuram uma rendição da Ucrânia à Rússia.

Putin reagiu violentamente contra esta posição dos europeus, dizendo que a Rússia está pronta para combater a Europa. E acusou os países europeus de não quererem a paz. Por vezes até parece que foi a Ucrânia quem invadiu a Rússia...

Tem valido a resistência dos países europeus para evitar que a paz seja conseguida à custa da rendição da Ucrânia. Trump parece desorientado e voltou a colocar dúvidas quanto ao empenhamento dos EUA na NATO. São tempos difíceis para a Ucrânia, que não pode confiar em aliados que, afinal, mais parecem inimigos.

Um papel decisivo cabe aos países europeus, evitando que a Ucrânia seja abandonada. Um sinal positivo é a crescente cooperação entre três líderes europeus – o presidente francês Macron, o chanceler alemão Metz e o primeiro-ministro britânico Starmer.

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  • Aliado?
    05 dez, 2025 Só se for da Rússia 09:54
    Não digo, largar os EUA, até porque o idiota do Trump não vai lá estar para sempre e um novo Presidente, pode e deve reverter este chorrilho de imbecilidades que Trump tem feito, a principal das quais é alienar quem sempre foi aliado dos EUA para abraçar quem sempre foi inimigo dos EUA. Mas tanto a Ucrânia como a Europa devem fazer o seu caminho, sem contar muito com aquele que é no mínimo, um aliado duvidoso.