Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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A nova ordem na Europa

10 dez, 2025 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Os países europeus terão de arcar com gastos adicionais numa defesa mais robusta e não dependente dos EUA; por outro lado, deverão ser os países europeus a garantirem a sobrevivência da Ucrânia como nação independente.

Depois da divulgação da nova estratégia de segurança dos EUA, fortemente criticada pelo presidente do Conselho Europeu António Costa, tornou-se mais clara a posição dos vários intervenientes no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Enquanto o Kremlin se mostrava satisfeito com a aproximação dos EUA de Trump às suas posições, uma fotografia mostrava Zelenksy rodeado pelos representantes da Alemanha, França e Reino Unido. É com estes três países europeus que Zelensky, presidente da Ucrânia, sobretudo conta para escapar às armadilhas lançadas, por exemplo, por Trump. Num recente documento o atual presidente dos EUA fez considerações negativas sobre a evolução dos países europeus, nomeadamente quanto à sua alegada abertura à entrada de emigrantes, que em breve ultrapassariam a raça branca. Estas considerações foram violentamente criticadas por António Costa, presidente do Conselho Europeu. A. Costa afirmou que a Europa não pode aceitar uma “interferência na sua vida política”, como as críticas segundo as quais a Europa irá ficar “irreconhecível” dentre de 20 anos ou menos. A clarificação em curso coloca aos ombros dos países europeus duas difíceis tarefas. Por um lado, terão de arcar com gastos adicionais numa defesa mais robusta e não dependente dos EUA; por outro lado, deverão ser os países europeus a garantirem a sobrevivência da Ucrânia como nação independente, uma vez que os EUA de Trump parecem mais inclinados a agradar a Putin.
Comentários
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  • Resista ou rendam-se
    10 dez, 2025 é o que há 10:10
    Isso vai ser um pesadelo para alguns, quando o Estado Social for afetado - porque vai ser afetado, essa conversa que não se toca no Social é pura falácia, de onde viria o dinheiro para o Rearmamento se não houvesse cortes noutras áreas? Mas aqui a escolha é entre a nossa Segurança e estilo de vida, ou abrir as fronteiras e rendição sem disparar um tiro. Aí sugiro que comecem a aprender russo.