Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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Avaliando a extrema-direita na Europa

19 dez, 2025 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Alguns partidos de extrema-direita, na Europa, têm-se tornado menos radicais. Mas importa que os europeus valorizem a liberdade, que só os partidos realmente democráticos garantem.

Avaliando a ameaça antidemocrática da extrema-direita, o semanário The Economist recomenda que não se crie um alarme apocalítico porque nem sempre traduz a realidade e é suscetível favorecer a direita radical. Assim, vale a pena examinar os vários casos em que a extrema-direita já se encontra no poder.

Começando por Itália, onde Giorgia Meloni é desde há três anos chefe do governo. Ligada a forças políticas próximas do fascismo, Meloni tem governado a Itália com governaria um político não de extrema-direita. Por exemplo, defende a Ucrânia e culpa a Rússia de agressão.

No Reino Unido o partido da direita radical de Nigel Farage subiu muito nas sondagens, em boa parte com a entrada de políticos até aí militantes no partido conservador, que caiu brutalmente. E tem feito propostas orçamentais sensatas.

Em França a União Nacional de Marine Le Pen desde há anos tem crescido à medida que abandona posições de direita radical, como era o caso do pai Le Pen, entretanto expulso do partido. Agora, o número dois da União Nacional, Jordan Bardella, multiplica contactos com representantes dos meios de negócios.

Na Alemanha está ainda em vigor a política do “cordão sanitário”, impedindo ligações dos partidos democráticos tradicionais à AfD, de extrema-direita.

Mas na Hungria o partido de Viktor Orbán, no poder, é abertamente contrário à democracia, controlando a informação através de empresas jornalísticas dominadas por empresários ligados ao poder político.

De um modo geral, os partidos europeus da direita radical mostram-se hostis à integração europeia e, portanto, à União Europeia, bem como à imigração. Vale, aqui, o facto de a imigração ilegal na Europa, excetuando o Reino Unido, ser hoje metade da que era em 2023.

Reconhecendo, embora, que alguns partidos europeus de extrema-direita têm vido a tornar-se menos extremistas, importa que os europeus valorizem a liberdade, que só os partidos realmente democráticos garantem.

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  • Força e fraqueza
    20 dez, 2025 Qual escolhe? 13:25
    A extrema-direita projeta uma imagem de Força. Os partidos existentes, projetam uma imagem de wokismo, de fraqueza e desorientação. Que é que acha que as sociedades preferem? Força, mesmo aparente, ou Fraqueza real?
  • Dirigentes falharam
    19 dez, 2025 Procuram-se alternativas 12:57
    As pessoas querem Estabilidade, mas também querem Ordem e desprezam a cobardia. Cobardia como a que aconteceu, quando fizeram marcha-atrás no emprego dos fundos russos para manter a Ucrânia - que está a lutar contra a Rússia, para que um dia não sejam os Europeus a fazê-lo - à tona de água e preferiram sobrecarregar as populações europeias com um empréstimo de 90 000 Milhões pagos pelos orçamentos europeus, apenas porque não têm o que é preciso para o cargo e permitem víboras russas como Órban e Fico, dentro de casa. Os nossos dirigentes falharam. É natural que as populações procurem alternativas.