22 dez, 2025
O Conselho Europeu conseguiu manter o financiamento da Ucrânia emitindo dívida conjunta. Não foi uma decisão brilhante. Foi a solução possível.
Acontece que do outro lado da barricada estava não só a Rússia de Putin como o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Isto sem falar de líderes da UE, como é o caso de Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, que mais parece um funcionário de Putin.
Trump congelou a assistência militar dos EUA à Ucrânia e exerce uma pressão brutal sobre Zelensky, presidente da Ucrânia, para que este ceda às exigências da Rússia, de maneira a fechar rapidamente um acordo dito de paz, mas que seria uma mal disfarçada capitulação da Ucrânia.
A popularidade de Trump tem vindo a cair nas sondagens. Em resposta, o presidente dos EUA avança com declarações alegando que transformou a situação económica do seu país de um caos para uma conjuntura brilhante, que todos no mundo invejam.
Será que Trump não percebe que as suas fantasias só lhe tiram credibilidade? Não sabemos. Apenas temos que confiar que a Ucrânia não será uma vítima dessas fantasias graças à resistência do seu presidente Zelensky e de um grupo de democracias europeias.
Naturalmente que Trump considera “fracas” essas democracias europeias, que procuram ser fiéis aos princípios democráticos. Além disso, Trump não gosta da integração europeia. E critica os países europeus por permitirem a imigração. Como se os EUA não fossem, bem mais do que qualquer país europeu, uma nação de imigrantes.