30 dez, 2025
No ano que está prestes a findar, Portugal foi considerado pela revista The Economist a economia do ano, entre 26 países. Sinal de que nem tudo correu mal.
Mas continua baixo o nosso crescimento económico, à volta de 2%. E se a pobreza entre nós diminuiu um pouco em 2025, ela ainda continua a níveis inaceitáveis. Reduzir a pobreza deveria ser, mas não é, uma prioridade em Portugal.
Setores como a habitação e a saúde não tiveram neste ano motivos de grande satisfação. Simplesmente, acontece que gerir a conjuntura, sem atacar os problemas de fundo, estruturais, não permite nestes setores alcançar melhorias significativas.
Nenhum partido em Portugal dispôs de uma maioria no Parlamento. O que não facilitou a tomada de decisões, ou seja, a concretização de reformas. Entretanto, aprofundou-se o fosso entre o litoral e o interior do país.
A insatisfação pode ter levado alguns a duvidar da democracia. Agora os que conheceram o regime não democrático derrubado em 1974 são uma minoria. Mas importa lembrar que um regime não democrático tem todos os defeitos e mais um: a perda da liberdade.
No mundo o ano de 2025 não trouxe boas notícias. A guerra continua na Ucrânia, com a recusa da Rússia em assumir uma opção pela paz.
Passou o tempo em que os EUA defendiam as democracias europeias. Agora os países europeus têm que assumir a responsabilidade e os custos da sua própria segurança.
A mortandade prosseguiu em Gaza, com Israel apenas preocupado com a sua segurança, sacrificando a segurança e as condições de vida dos palestinianos.
No Vaticano, depois da morte do Papa Francisco um norte americano assumiu a liderança da Igreja católica, Leão XIV. O novo pontífice, que trabalhou muitos anos como missionário no Peru, propõe-se seguir a orientação do seu antecessor, o Papa Francisco.
Para 2026 há esperanças de paz. Oxalá se concretizem.
Bom Ano Novo!
Francisco