05 jan, 2026
Na madrugada de sábado passado uma operação militar dos Estados Unidos derrubou o regime de Nicolas Maduro na Venezuela. Mas multiplicam-se as dúvidas sobre se a democracia acabará por prevalecer naquele país.
Os EUA decidiram intervir militarmente na Venezuela, alegadamente para dar cabo de um regime assente no narcotráfico. Mas esse regime não era autoritário? Era, só que o direito internacional não permite intervenções militares estrangeiras para impor um regime democrático.
Recordando o que aconteceu em Portugal quando os militares puseram termo a um regime autoritário que durou quase 50 anos, com certeza que a alegria que os portugueses então sentiram não seria a mesma caso o fim daquele regime tivesse resultado de uma intervenção estrangeira.
Os EUA de Trump não só capturaram o líder venezuelano Nicolas Maduro como se preparam para o julgar num tribunal americano. E agora os homens de Trump andam a ver a quem entregarão o poder.
Um político não democrático como Putin certamente ficou encantado com o golpe, pois o que Trump agora fez de alguma forma parece desculpá-lo de intervir pela força na Ucrânia.
Com a sua popularidade em baixa, Trump resolveu intervir militarmente na Venezuela. Ou seja, Trump é forte com os fracos. E não hesitou em avançar com pretensões ao petróleo venezuelano.
Ora uma democracia tutelada do estrangeiro por Trump dificilmente logrará vingar na Venezuela. Por isso a satisfação dos venezuelanos pouco tempo durou.