07 jan, 2026
Quando, em 1949, as forças comunistas chinesas venceram a guerra civil, alguns milhares de chineses refugiaram-se na ilha de Taiwan. Ali se desenvolveu uma democracia liberal, com partidos defensores do regime democrático. Mas a China sempre considerou Taiwan como território nacional, logo comunista.
Pequim nunca admitiu que persistisse em Taiwan um regime democrático. E fala frequentemente num possível golpe de força para reintegrar Taiwan no país comunista que é hoje a China. Naturalmente que as forças políticas que atuam em Taiwan não aceitam tal evolução.
A China lança periodicamente exercícios militares contra Taiwan, como foi recentemente o caso. Pequim afirma que tais exercícios são um “aviso sério” às forças separatistas da ilha, isto é, aos políticos de Taiwan que se opõem à soberania da China naquela ilha.
Os Estados Unidos fornecem a Taiwan armamento e equipamento militar, mas não revelam o que farão se a China invadir Taiwan. Os EUA aceitaram que a República Popular da China incluía Taiwan e por isso renunciaram manter relações diplomáticas com aquela ilha; mas assumiram a obrigação de fornecer meios para Taiwan se defender.
Neste quadro algo contraditório, e com o exemplo da Venezuela, aumenta o risco de um conflito direto entre a China e os EUA, até porque não existirá aqui violação do direito internacional. A menos que os EUA de Trump não intervenham militarmente para defender Taiwan.