09 jan, 2026
A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela foi uma violação clara do direito internacional. No entanto, a maior parte das reações internacionais a essa operação foi branda, receando irritar Trump.
O atual presidente dos EUA não poupou elogios à intervenção na Venezuela, “uma brilhante operação militar, como não se via desde a II guerra mundial”. Os EUA mostraram ser o país mais poderoso do mundo.
Mas com o passar dos dias e perante a intenção de Trump de se apoderar também da Gronelândia e de vários países latino-americanos, começaram a ouvir-se críticas à política baseada na força e não no direito. Portugal e outros países europeus colocaram-se ao lado da Dinamarca, contra as pretensões de Trump de tomar conta da Gronelândia.
É pouco, sabendo-se que Trump não só despreza as nações europeias como parece apenas conhecer a política da força? Talvez, mas não desvalorizemos a opinião pública.
Ora, sondagens nos EUA revelam que os americanos rejeitam uma tutela norte-americana daquele país. Apenas 27% dos americanos apoia a atual política de Trump para a América Latina. E a maioria dos americanos discorda da “brilhante operação” na Venezuela.
Foi também notícia recente que Steve Bannon, até há pouco um apoiante de Trump, condenou a tutela da Venezuela pelos EUA, considerando-a um “regresso ao nosso fiasco no Iraque durante Bush”. Acresce que Trump prometera acabar com as guerras em que os EUA se haviam envolvido nos últimos anos.
Em conclusão, o corrente ano de 2026 conta com eleições em novembro para toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. É assim possível que a política internacional de Trump seja rejeitada nas urnas.