20 jan, 2026
Entrou em vigor a segunda fase do plano de paz para Gaza. Mas nem por isso cessaram os bombardeamentos israelitas, apenas abrandaram um pouco. Israel proibiu 37 ONGs de atuarem em Gaza e na Cisjordânia. E é na Cisjordânia que continua a violência dos colonos israelitas contra os palestinianos.
A violência também continua em Gaza, com ataques aéreos, ataques com drones, disparos de tanques, etc. Há talvez menos notícias dessa violência porque Israel proibiu a entrada de jornalistas internacionais naquele território, desde que se iniciou a ofensiva das forças militares israelitas.
Compreende-se, assim, que o primeiro ministro de Israel, Netanyahu, tenha vindo declarar publicamente que a criação de um comité de governação palestiniano para Gaza não foi um “sinal de progresso,” mas um mero “acto declarativo”.
Também na Ucrânia as coisas não correm bem. Foi ali declarado o estado de emergência no sector energético, pois a violência dos ataques russos tem deixado sem aquecimento milhares de pessoas, quando em todo aquele país se regista um frio extremo.
Sem quaisquer avanços nas negociações de paz, Donald Trump, presidente dos EUA, repetiu mais uma vez que Zelensky, presidente da Ucrânia, é o principal obstáculo a um acordo de paz. Quando é manifesto que Zelensky apenas se tem oposto a cedências à Rússia que equivaleriam a uma confissão de derrota da Ucrânia.
Trump está assim a negociar aquilo que, se não fosse a posição patriótica de Zelensky, seria uma rendição da Ucrânia. Note-se, por outro lado, que ainda não foram dadas à Ucrânia garantias sólidas de apoio. Isto, quando a Ucrânia é o país vítima de uma agressão por parte da Rússia.
Francisco