Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Trump e a guerra contra o Irão

17 mar, 2026 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Antes de ser presidente dos EUA Trump criticara o envolvimento americano em várias guerras que ele considerava sem sentido. Agora é o mesmo Trump que não sabe terminar uma guerra que ele próprio lançou. Mais: exige que os aliados da NATO, que ele sempre tratou mal, enviem navios para impedirem o bloqueio no estreito de Ormuz.

Vamos na terceira semana da guerra contra o Irão, nela já se envolveram oito países do Golfo Pérsico, e não se vê quando Trump, presidente dos EUA, porá termo ao conflito. A guerra foi lançada por Trump e desde então as finalidades do ataque ao Irão foram variando, por isso não se sabe quando ele acaba.

Antes de ser presidente dos EUA Trump criticara o envolvimento americano em várias guerras ditas intermináveis. Agora é o mesmo Trump que não sabe terminar uma guerra que ele próprio lançou.

Mais: depois de tratar mal os aliados da NATO, cujas ideias Trump sempre desprezou, agora ele exige que esses aliados participem no esforço militar para desbloquear o tráfego petrolífero no Estreito de Ormuz. Caso contrário, o futuro da NATO é posto em causa por Trump.

Entretanto, o preço do petróleo e do gás sobe para níveis preocupantes, muito porque Trump tardou a reconhecer a importância do bloqueio no Estreito de Ormuz. No fundo, Trump sente-se confortável ao gerir o poderio militar dos EUA. Debalde tentamos vislumbrar uma estratégia no lançamento da guerra contra o Irão.

Foram levantadas as sanções à venda de petróleo pela Rússia, numa tentativa para baixar o custo do petróleo. Mais uma vez se revela aqui a proximidade entre Trump e Putin, à custa da Ucrânia.

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  • O futuro da NATO
    17 mar, 2026 Está no Pilar Europeu 09:49
    O futuro da NATO não está em causa. Pode estar é o futuro "desta" NATO. O pilar Europeu da NATO acordou para a Vida e percebeu que tem de sair do sofá e preparar-se para se defender SEM os EUA, o que é perfeitamente viável: somos 500 Milhões contra 140, e o PIB europeu é quase 5 vezes superior ao da Rússia. Não faltam efetivos, nem dinheiro para equipar forças prontas a enfrentar a Rússia onde ela quiser. Tem é de haver coordenação e todos a remar para o mesmo lado, o que não acontece hoje.