Prioridade ao comboio
07 abr, 2026
Nem todas as pessoas têm os recursos financeiros necessários à compra de um automóvel movido a eletricidade. E o governo tarda em modernizar a nossa rede ferroviária, bem como o material circulante. Aí está um caso claro de reforma estrutural.
A subida brutal dos preços da gasolina e do gasóleo vai certamente levar a uma utilização crescente dos automóveis movidos a eletricidade. Ganha-se um transporte menos poluente.
Mas o custo de um automóvel elétrico limita muito essa utilização. Só os mais endinheirados estarão em condições financeiras de trocarem um carro com motor de combustão por um carro movido a eletricidade.
Ora o Estado deve promover a situação dos menos favorecidos. Um imperativo que deveria conduzir o Governo a apostar, a sério, no caminho de ferro.
A nossa rede ferroviária é hoje praticamente a que existia há um século, se não for pior. E a CP não investiu na circulação, multiplicando-se os casos de escassez de material circulante. Os passageiros sofrem.
Ao contrário dos outros países europeus, que nas últimas décadas apostaram no caminho de ferro, Portugal parece ter desistido do comboio. O que é absurdo.
Fala-se na necessidade de reformas estruturais. Pois aí está a indispensável modernização do caminho de ferro português, de maneira a servir uma população de passageiros que triplicou nas últimas décadas.
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