Na linha da doutrina social da Igreja
29 mai, 2026
A inteligência artificial suscita graves preocupações éticas. O Vaticano vai acompanhar de perto os problemas sociais e éticos que a inteligência artificial levanta. Para isso foi criada uma Comissão. Não houve atrasos.
A doutrina social da Igreja arrancou em 1891 com a encíclica “Rerum Novarum”, sobre a condição dos operários. A encíclica “Magnifica Humanitas”, do Papa Leão XIV, atualiza a doutrina social da Igreja, nomeadamente quanto aos desafios e perigos trazidos pela inteligência artificial.
Pode dizer-se que a “Rerum Novarum” (as coisas novas) surgiu com algum atraso. A revolução industrial iniciara-se um século antes do aparecimento da encíclica. Entretanto a industrialização trouxera um grande progresso económico, mas milhões de operários fabris foram abandonados à sua sorte. Por isso a classe operária se afastou da Igreja.
A encíclica “Magnifica Humanitas” aparece quando a inteligência artificial se propõe mudar a economia e a sociedade. O desafio está em que essa revolução aconteça sem prejuízo para exigências éticas fundamentais.
Assim, a encíclica “Magnifica Humanitas” é sobretudo um alerta para algumas ameaças da inteligência artificial. Afirmou Leão XIV que ouve relatos muito perturbadores de algoritmos que podem bloquear o acesso à saúde, ao emprego e à segurança com base em dados contaminados por preconceitos e injustiça.
A dimensão ética é central nesta encíclica. Leão XIV exorta os governos a abrandarem a aplicação da inteligência artificial, de modo a prevenir efeitos dramáticos em matéria de desinformação, que podem conduzir o mundo para um caminho de guerra sem fim.
Frente à inteligência artificial o Vaticano criou uma Comissão e vai acompanhar de perto os problemas sociais e éticos que a inteligência artificial levanta. Não houve atrasos.
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