A transição energética
02 jun, 2026
Estamos a viver a mais grave crise energética de que há memória. Uma crise que tem elementos geoestratégicos (caso do petróleo russo e da invasão russa da Ucrânia) a par da necessária transição para fontes de energia menos poluentes, mas sabendo que ainda será necessário investir nos “velhos” combustíveis, petróleo e gás.
A Fundação Francisco Manuel dos Santos acaba de publicar um conjunto de estudos sobre os desafios que a Europa e a transição energética enfrentam. Reunidos num só volume, esses “policy papers” ficam assim acessíveis a quem queira analisar a presente crise energética, incluindo as perspetivas e problemas que se colocam a Portugal.
Aí se refere, por exemplo, a insuficiente ligação elétrica entre a Península Ibérica e França. Dir-se-ia que as autoridades francesas têm procurado defender a produção nuclear do seu país. É uma situação que prejudica Portugal.
Outra questão abordada neste livro é que, mesmo numa transição energética rápida, continua a ser preciso investir em petróleo e gás. Ou seja, a necessária descarbonização não pode ser encarada com simplismo.
Reunidos num só volume, intitulado “A transição energética da Europa: equilibrar o trilema,” estes “policy papers” são um importante contributo da Fundação Francisco Manuel dos Santos para, como refere Fátima Barros, presidente da Fundação, um debate público livre, pluralista e informado sobre os temas mais estruturantes para a sociedade portuguesa.
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