Francisco Sarsfield Cabral
Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​A encíclica do Papa Leão XIV

09 jun, 2026 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


A encíclica “Magnifica Humanitas” não aborda apenas as virtualidades e os riscos da Inteligência Artificial. Ela recorda o caminho percorrido pela Doutrina Social da Igreja no recente Magistério dos Papas e no Concílio Vaticano II.

A encíclica “Magnifica Humanitas”, do Papa Leão XIV, tem muitas páginas. O principal tema desta encíclica é a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial (IA).

O poder tecnológico da IA dá um enorme poder a quem lida com ela, enquanto a maioria das pessoas espera que tudo corra bem com esta novidade. Ora existe aqui o risco de sacrificar a dignidade da pessoa humana em nome da eficiência.

A tecnologia pode curar, conectar, cuidar, etc., mas também pode dividir, descartar, gerar novas injustiças. A tecnologia não é neutra. Daí que seja necessário orientar a IA na construção do bem comum.

Mas a encíclica “Magnifica Humanitas” não aborda apenas as virtualidades e os riscos da IA. Ela recorda o caminho percorrido pela Doutrina Social da Igreja no recente Magistério dos Papas e no Concílio Vaticano II.

Embora a Doutrina Social da Igreja tenha surgido em 1891, com a encíclica “Rerum Novarum”, que versou sobre o trabalho, a Igreja e sobretudo os Papas têm vindo nas últimas décadas a apreciar do ponto de vista ético o mercado e os seus limites, a democracia, a globalização, as desigualdades económicas, a pobreza, e – de forma crescente – as exigências de uma ecologia que respeite a crise ambiental.

É uma leitura da história à luz da fé. Escreve o Papa: “A pessoa humana permanece sempre a via da Igreja e o coração de todo o caminho autêntico de desenvolvimento humano integral”.

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