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Contado Ninguém Acredita. “Ter muito eleitorado não é ter razão”
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Contado Ninguém Acredita

Henrique Raposo: “Ter muito eleitorado não é ter razão”

16 mai, 2025 • Sérgio Costa , Olímpia Mairos


O comentador aborda também a mediatização em torno do estado de saúde de Ventura.

O comentador da Renascença Henrique Raposo diz que “ter muito eleitorado não é ter razão”, referindo-se ao partido Chega, e mostra-se irritado com tudo o que envolveu André Ventura nos últimos dias.

“Eu, como português, como cidadão, como eleitor, sinto-me gozado pelo Chega e pelas televisões”, afirma, apontando ao “circo que foi montado por causa de um refluxo, por causa de uma azia”.

“Um estrangeiro que olhasse para as nossas televisões, sem saber, obviamente, o que estava a passar, ia julgar que aquilo tinha sido um atentado. O circo que foi montado é como se alguém tivesse levado um tiro. E não, é alguém que está com azia”, assinala.

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Para o comentador, “estamos todos a perder a noção do ridículo e da importância relativa das coisas, e depois queixamo-nos que aquela personagem [André Ventura] tenha 20%.

No seu espaço de opinião n’As Três da Manhã - Contado Ninguém Acredita -, Henrique Raposo aborda também os mitos do partido de André Ventura.

“O primeiro é que os estrangeiros são maus, à partida. Queria lembrar que foi assistido, em Odemira e Santiago do Cacém, naquela zona há imensos médicos estrangeiros, cubanos.

Não foi tocado por um médico estrangeiro, por ser estrangeiro? Na periferia de Lisboa, onde este cavalheiro também tem imensos votos, há imensos padres estrangeiros. Na minha paróquia, no sítio onde eu nasci, não havia missa, se não houvesse padres estrangeiros, que vêm também da Índia e do Paquistão e daqueles ‘países horríveis’”, constata.

Já em relação ao segundo mito, “que é muito forte”, Raposo diz que tem a ver com a ideia passada aos reformados de que “os estrangeiros vêm para cá para receber o nosso dinheirinho, das reformas”.

“Não, eu queria dizer à dona Maria, que está ouvindo o transistor, que está na cozinha, que é o contrário. Sem o Mohammed, que está ao fundo da rua, na sua mercearia, já não há pensões para si. Ao menos havia um corte. Eu quero lembrar à dona Maria, que vota no Chega, que a Segurança Social já teve 12% das contribuições associadas a estrangeiros. São 3.6 mil milhões de euros. Ou seja, sem os estrangeiros, as reformas já estavam a ser cortadas”, destaca.

Por fim, Henrique Raposo aborda a questão da segurança para afirmar que os imigrantes não são fator de insegurança.

“A correlação é o contrário, em Portugal, na Europa e nos Estados Unidos. Sendo nacional, um cidadão, tu tens mais probabilidades estatísticas de cometer um crime do que se fosse um imigrante, por razões óbvias. Chegas a um país novo, és menos rebelde”, remata.

Comentários
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  • Pedro Múrias
    02 jul, 2025 Porto 12:50
    Parabéns pelos no meu Ponto de Vista Lúcidos e Corajosos Comentários de Henrique Raposo. Hoje em Dia é Preciso Ter Coragem e Dignidade Cívica para se Fazer Estes Comentários sendo , um Cronista uma Figura Pública.
  • Defensor
    16 mai, 2025 dos outros, não dos portugueses 10:02
    Mais um defensor dos migras. Devia interrogar-se é porque é que os portugueses abandonaram o seu País - só em Paris há 2 Milhões de portugueses - e foi necessário "importar" ou abrir portas sem controle, aos "Mohameds" deste mundo, sem habilitações, não falam português, e a maioria nem quer integrar-se, mantendo hábitos, usos e costumes da terrinha de onde desandaram.