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Crescimento do Chega? “Temos um problema gravíssimo na Grande Lisboa e Sul”

Henrique Raposo

Crescimento do Chega? “Temos um problema gravíssimo na Grande Lisboa e Sul”

23 mai, 2025 • Sérgio Costa , Cristina Nascimento


Comentador da Renascença Henrique Raposo aponta o estado dos transportes públicos ou o acesso à saúde como questões que dificultam a vida das pessoas e acabam por “alimentar” a votação no Chega.

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que a esquerda ainda não percebeu um “paradoxo fundamental” que está a “alimentar” o Chega e a criar um “problema gravíssimo na Grande Lisboa e Sul”.

No espaço de opinião no programa “Três da Manhã”, Raposo diz que é preciso ”separar a liderança do Chega, de gente absolutamente muitas vezes desprezível” do eleitorado.

“Não acredito que há um milhão e 300 mil fascistas em Portugal, não há”, assegura.

Raposo acredita que “o povo que está a votar no Chega, vem da esquerda. É o povo da esquerda, do Sul, da margem sul e da periferia entre Loures e Amadora, que estão a alimentar o Chega”.

O comentador argumenta que estas populações estão a braços com dificuldades, por exemplo, ao nível dos transportes públicos ou no acesso à saúde, problemas que se sentem com mais gravidade na Grande Lisboa ou sul do que no Norte no país.

Braga está cheia de imigrantes por todo o lado e o Chega não cresce como cresce aqui em baixo”, nota.

Raposo acrescenta que “há um paradoxo fundamental que a esquerda não percebeu. A greve, que era um velho instrumento da velha luta de classes do século XX, hoje em dia, quando é aplicada, só alimenta o ressentimento e beneficia o Chega”, remata.

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