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Contado Ninguém Acredita. Inteligência Artificial consome entre cinco a sete biliões de metros cúbicos de água
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Henrique Raposo

Contado Ninguém Acredita. Inteligência Artificial consome entre cinco a sete biliões de metros cúbicos de água

04 jul, 2025 • Sérgio Costa , João Malheiro


Henrique Raposo realça que estamos num momento de aquecimento global e stress hídrico em todo o mundo e, inclusive, em Portugal e os centros de dados e os servidores da IA acaba por gastar muita água que é potável.

Henrique Raposo alerta que utilizar Inteligência Artificial (IA) consome quantias gigantescas de água.

No seu espaço "Contado Ninguém Acredita", o comentador da Renascença aponta que todo o sistema global de IA "consome entre cinco a sete biliões de metros cúbicos de água", o que equivale ao consumo de água de quatro ou seis Dinamarcas ou metade do Reino Unido.

"Treinar um modelo de linguagem na Microsoft implica 700 mililitros de água. Quando pedimos ao ChatGPT para fazer um email de cem palavras estamos a gastar uma garrafa de água", aponta.

Henrique Raposo realça que estamos num momento de aquecimento global e stress hídrico em todo o mundo e, inclusive, em Portugal e os centros de dados e os servidores da IA acaba por gastar muita água que é potável.

"Aquilo aquece muito e precisa de um sistema de arrefecimento muito rápido. A água entra e evapora imediatamente", explica.

O comentador destaca que, em Sines, houve um grande anúncio de uma "Gigafábrica" - um grande centro de dados para gerar estes bots de linguagem que usamos. "O alentejo sadino é a zona mais seca do país. Mas onde é que vão buscar a água em Sines?", questiona.

Por outro lado, também o consumo de eletricidade desta indústria "é um absurdo", o que só piora a sua pegada energética.

Henrique Raposo lamenta, ainda, que este tema seja "um ângulo morto" do debate em torno da IA, pois "vai conta a narrativa ambiental e não há indignação".

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