09 jan, 2026 • Sérgio Costa , João Malheiro
Henrique Raposo lamenta o estado da Saúde em Portugal em que "ninguém assume o poder e a responsabilidade" para resolver problemas como as faltas de macas e as falhas no INEM, que, nos últimos dias, têm estado sob foco, devido a mortes de utentes que esperaram muito tempo por assistência médica.
Um homem de 68 anos morreu na quarta-feira em Tavira, depois de ter estado mais de uma hora a aguardar por meios de socorro. No mesmo dia, morreu uma mulher, de 60 anos, na Quinta do Conde, Sesimbra, também à espera do INEM.
Estes casos acontecem depois de, na terça-feira, um homem de 78 anos ter morrido no Seixal, após ter estado quase três horas à espera de socorro.
No seu espaço habitual, Henrique Raposo aponta que há "administradores hospitalares, há diretor executivo, há ministra e ninguém resolve comprar macas de reserva".
"Já não acredito em ninguém nesta cadeia. A bola passa de um lado para o outro e ninguém assume o poder e a responsabilidade", sublinha.
O comentador da Renascença destaca outro problema nos hospitais: os internamentos sociais. "Isto dura há anos. Por que é que dois Governos de dois partidos diferentes não conseguem formar um pacto de urgência?", questiona.
E reitera a sua incompreensão por "a esmagadora maioria" dos problemas na Saúde ocorrerem, sobretudo, em Faro, Lisboa e Setúbal.
"Por que é que ninguém resolve isto?", insiste.
Henrique Raposo critica, ainda, a "estupidez política" da ministra da Saúde, por saber que a gripe ia ser severa, mas não ter acionado o protocolo de urgência.
"Ela tem de responder a isto, ou então o primeiro-ministro. Ponto final", conclui.