Henrique Raposo
João Canijo "ia sempre à procura do Portugal real"
30 jan, 2026 • Sérgio Costa , João Malheiro
Comentador da Renascença reflete sobre morte do cineasta e deixa críticas aos partidos de esquerda.
Henrique Raposo recorda João Canijo, que morreu esta quinta-feira aos 68 anos, apontando que o cineasta "ia sempre à procura do Portugal real".
O comentador da Renascença diz que o realizador "é um dos grandes artistas portugueses deste século".
"É o cineasta português mais interessante das últimas décadas. Quer pela estética e, sobretudo, pela substância", sublinha.
Para Henrique Raposo, Portugal nos filmes de João Canijo não era de brandos costumes, mas "pobre e violento", como em "Sapatos Pretos" ou "Sangue do meu Sangue".
"João Canijo fazia uma coisa que boa parte dos artistas portugueses e da esquerda deixaram de fazer: Mergulhar a sério na pobreza", considera.
O comentador reitera que o abandono deste eleitorado acabou por beneficiar o Chega.
"A esquerda deixou de os representar. Foram procurar apoio noutro lado. Esse apoio, infelizmente, passou a ser o Chega", lamenta.










