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"Este ó dia mais importante para a Europa nos últimos 10 anos"
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Henrique Raposo

"Este é o dia mais importante para a Europa nos últimos 10 anos"

13 abr, 2026 • Olímpia Mairos , com Sérgio Costa


Queda de Orbán na Hungria pode travar narrativa de inevitabilidade do populismo na Europa.

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que a derrota de Viktor Orbán marca um momento decisivo para o futuro político europeu, sublinhando que “este é o dia mais importante para a Europa nos últimos 10 anos”.

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A vitória expressiva de Péter Magyar representa, segundo o comentador, mais do que uma simples alternância governativa. “Não é apenas uma mudança de governo, é o fim da ideia de que o populismo é inevitável”, afirma, defendendo que o resultado contraria uma narrativa que se foi consolidando na última década.

Henrique Raposo critica essa perceção generalizada, lembrando que “andamos há décadas a dizer que vão ganhar, mas com base em quê?”, questionando a ausência de fundamentos sólidos para essa convicção.

Outro dos pontos que considera desmontado por estas eleições é a ideia de que líderes com forte controlo institucional permanecem indefinidamente no poder. No caso húngaro, sublinha, “dizia-se que, quando chegam ao poder, nunca mais saem. Orbán controlava tudo — e mesmo assim perdeu”, apontando o resultado como prova de que esses sistemas podem ser revertidos democraticamente.

O impacto, acrescenta, não se limita à Hungria. Para Raposo, há também uma leitura internacional clara: “é uma derrota dessas correntes”, afirma, numa referência indireta a figuras como Donald Trump e Vladimir Putin, sublinhando que “os húngaros disseram que querem ser europeus”.

“É uma renovação geracional. É uma derrota do Trump, o vice do Trump esteve lá a dar apoio a Viktor Orbán. É uma derrota do Putin, isso para todos nós, acho que são três lições importantes”, sublinha.

O comentador encontra ainda paralelismos históricos, evocando a Queda do Muro de Berlim para ilustrar a dimensão simbólica do momento: há, diz, uma nova afirmação política e geracional no espaço europeu.

Por fim, deixa um alerta para o debate político noutros países: “isto mostra que nada é inevitável”, reforçando a ideia de que os eleitores continuam a ter a última palavra e que os ciclos políticos permanecem abertos.

Comentários
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  • Aguardar
    13 abr, 2026 para ver 11:05
    Calma, que até ver, Magyar é pouco mais que um desconhecido. É evidentemente pró-europeu e pró UE. Mas a partir daí, pouco se sabe das ideias dele - o que é dito em campanha Eleitoral não serve de referência. Será melhor para a UE que Órban, mas a partir daí, é aguardar para ver