Henrique Raposo
China tem “sistema classista e snob” e deve ser olhada “com outros olhos”
18 mai, 2026 • Sérgio Costa , Cristina Nascimento
Comentador da Renascença olhou para os números da Amnistia Internacional sobre execuções feitas durante o ano de 2025. Organização acredita que a China continua a ser o país que mais realiza esta prática.
O comentador da Renascença Henrique Raposo considera necessário olhar para a China “com outros olhos” e critica o “sistema classista e snob” daquele país.
Raposo falava, esta segunda-feira, a propósito dos números divulgados esta segunda-feira pela Amnistia Internacional sobre execuções, a nível mundial.
No ano passado, a Amnistia Internacional registou o maior número de execuções em 44 anos. Em 2025, 2.707 pessoas foram executadas depois de condenadas à pena de morte.
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Ainda de acordo com a Amnistia Internacional, o regime iraniano é um dos principais responsáveis por este aumento. Só no Irão foram executadas 2.159 pessoas, mais do dobro do registado no ano anterior. Ainda assim, a organização acredita que a China continua a ser o país que mais execuções realiza.
“A China, por ser uma ditadura, é por inerência opaca e, pior, um sistema de violência organizado sobre os seus próprios cidadãos”, argumenta Raposo no seu espaço de comentário no programa “Três da Manhã”.
O comentador da Renascença descreve parcialmente como é que funciona este sistema social na China.
“Se és um camponês e vens da China interior para Xangai, contribuis e trabalhas ali, mas não tens direitos nenhuns em Xangai - não podes ir para a escola, não podes ir a um hospital, não podes ir a uma faculdade. O teu filho nasce em Xangai, mas, quando chegar à idade de ir para a escola, tem de ir para a terrinha novamente”, detalha.
Raposo considera que a “China trata nas suas cidades os seus camponeses como nós não tratamos os nossos imigrantes”.
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