Opinião de Henrique Raposo
Rendas. "Incompreensível existir uma empresa dentro da câmara para gerir problema da câmara"
25 mai, 2026 • Sérgio Costa , João Malheiro
O comentador da Renascença aponta que o dinheiro usado para pagar salários na Gebalis "dava para ajudar muitas famílias".
Henrique Raposo considera que é "incompreensível a existência de uma empresa dentro da Câmara para gerir" um problema que é da Câmara de Lisboa.
A crítica à Gebalis surge na análise a um trabalho da Renascença que aponta que no final do ano passado as rendas em atraso somavam 48 milhões de euros, em quatro das cinco maiores autarquias do país e terem havido pelo menos 86 despejos por falta de pagamento ou uso indevido da habitação.
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"Mostra como é que funciona o Estado português. Como este tema queima e é preciso coragem política para resolver o asssunto, criou-se uma empresa que não resolveu o assunto", critica Henrique Raposo.
O comentador da Renascença aponta que o dinheiro usado para pagar salários na Gebalis "dava para ajudar muitas famílias".
Henrique Raposo realça que o país está "asfixiado numa crise de habitação" e depois ao lado há bairros em que as pessoas "têm rendas baixíssimas".
"Em Loures, tens pessoas a pagar rendas de 1.500 euros. E, ao lado, tens bairros em que as pessoas pagam 100 euros, mas na verdade não pagam, estão em incumprimento. Isto cria bolhas de ressentimento gravíssimas", avisa, recordando também o problema das barracas, que estão a aumentar "muito mais do que as pessoas mostram".
"Há pessoas que trabalham muito e que estariam dispostas a pagar essa renda que muitos não querem pagar. Dizem que é insensível despejar pessoas, mas para mim o que é insensível é teres pessoas em barracas que estariam disponíveis a pagar a renda baixíssima e as câmaras não fazem isso, porque é proibido despejar os incumpridores", refere.
Henrique Raposo diz que Carlos Moedas devia "dar o corpo às balas", como Ricardo Leão fez no caso dos despejos de Loures, e "extinguir a Gebalis".
"Há ali milhares de euros que pagamos em salários para uma empresa que é incompetente", conclui.









