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Demora no apuramento das causas do apagão alimenta teorias da conspiração

João Duque

Demora no apuramento das causas do apagão alimenta teorias da conspiração

27 mai, 2025 • Sérgio Costa , Olímpia Mairos


João Duque comenta a falta de respostas sobre o apagão que atingiu a Península Ibérica há quase um mês.

O comentador da Renascença João Duque diz que a demora no apuramento das causas do apagão “alimenta teorias da conspiração”.

O apagão que deixou a Península Ibérica sem eletricidade durante várias horas, considerado um evento excecional, continua sem causas definidas, um mês depois, e na visão do economista “isso é mau”.

“Porque, por um lado, as pessoas podem não ligar muito, aquilo que são as interpretações várias; outros podem ligar bastante, mas fica sempre, a meu ver, uma hipótese no ar que é assustadora, que é sobre se nos estarão a querer esconder, de alguma forma, as verdadeiras razões para essa tal peça inicial cair, porque pode demonstrar uma fragilidade extrema no sistema, e isso é perigoso”, assinala.

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O professor universitário admite que a situação é mais complicada do que aquilo parece, sublinhando que “o princípio da causa primeira ainda está por desvendar”.

“O que não está explicado é o princípio que levou a gerar aquele dominó, aquele efeito dominó, e parece que é bem mais complicado”, aponta.

Questionado sobre a nossa dependência energética do exterior, nomeadamente de Espanha, e se não terá que haver aqui algum movimento, alguma decisão para garantir mais autonomia, Duque refere que a questão que se coloca é se valerá a pena.

Aquilo que se invoca, agora, é que “a nossa dependência tem trazido benefícios, e esses benefícios, em termos de preços, têm compensado largamente aquilo que seriam investimentos muito mais avultados, por um lado, e por outro lado, faz aquilo que são as consequências da não existência destes sistemas, porque até agora aquilo que o Banco de Portugal apurou foi uma quebra de 15% do PIB de um dia, 15% do PIB de um dia de atividade normal; eu diria que é capaz de andar pelos 150 milhões de euros”.

Já a Associação Industrial Portuguesa fala, no universo industrial, de 2 mil milhões de prejuízos. “Um valor por faturação”, sublinha Duque, explicando que “a faturação não é o valor acrescentado, e, portanto, essa é que é capaz de ser a grande diferença, para além da associação estar a tentar puxar, a elevar a fatura, para tentar ser compensada de outra maneira”.

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