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É preciso encontrar um equilíbrio entre a exposição e a necessidade de usar redes sociais
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João Duque

É preciso encontrar um equilíbrio entre a exposição e a necessidade de usar redes sociais

06 nov, 2025 • Olímpia Mairos , com Sérgio Costa


O comentador aborda os malefícios da dependência das redes sociais numa altura em que as empresas procuram candidatos com fortes competências digitais.

O comentador da Renascença João Duque considera essencial encontrar um equilíbrio entre a exposição digital e a necessidade de utilizar as redes sociais.

No seu comentário à entrevista de Pedro Afonso - psiquiatra que alertou para a dependência das redes sociais e o seu impacto devastador em crianças e adolescentes, incluindo alterações neurofuncionais no sistema nervoso central - o economista sublinha que é inevitável que os jovens aprendam a utilizá-las, mas com moderação.

“Como tudo na vida — como o sal na comida ou o doce no dia a dia — temos de saber usar com equilíbrio. Vamos ter de aprender o caminho das pedras. Aqui, a psicologia vai ser uma grande ajuda”, afirma.

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O professor universitário destaca ainda que, atualmente, as empresas procuram candidatos com fortes competências digitais.

“Nas entrevistas de emprego, a pergunta surge inevitavelmente: usas inteligência artificial? Quem não usa é visto como alguém fora do ambiente digital. E se o uso é pouco frequente, muitas vezes é descartado por não dominar a ferramenta”, explica.

Segundo João Duque, o domínio das tecnologias e da inteligência artificial é hoje um fator determinante no mercado de trabalho, uma vez que potencia a produtividade das organizações.

“Em todas as áreas, a aplicação da inteligência artificial tem — e continuará a ter — um impacto significativo na produtividade”, reforça.

Perante esta realidade, o comentador reconhece que os jovens vivem cada vez mais imersos no mundo digital, muitas vezes através das redes sociais.

“Estamos perante duas forças em confronto: por um lado, a psicologia, que alerta para os riscos e consequências da exposição precoce; por outro, a exigência de competências digitais num mundo cada vez mais tecnológico. A questão é como formar os jovens de modo humano e equilibrado neste ambiente aberto e complexo. O digital, percebo agora, não é humano”, conclui.

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