13 nov, 2025 • Sérgio Costa , João Malheiro
João Duque considera que os funcionários públicos "não estão bem distribuídos" pelo território em Portugal.
No seu habitual espaço de comentário, o economista rejeita uma ligação direta entre a redução percentual de funcionários públicos e o aumento da qualidade do serviço.
"Quando vemos isto na OCDE, vemos países como Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia com percentagens elevadíssimas. Nós temos 15%, o que nos coloca muito abaixo da OCDE", aponta.
"A Suécia tem mais funcionários públicos que a Grécia. Os Países Baixos têm menos do que Portugal", realça, para exemplificar que a qualidade não está apenas relacionada com a quantidade de funcionários.
João Duque indica que, em Portugal, o problema é o facto dos funcionários públicos não estarem "adequadamente distribuídos face àquilo que são as necessidades".
O comentador da Renascença sublinha que "há sempre áreas onde se estão constantemente a ouvir apelos dos dirigentes públicos devido à falta de funcionários".
Por outro lado, o especialista refere que a administração pública portuguesa "é muito mais envelhecida do que a média na OCDE", mas isso até pode servir como "uma janela de oportunidade".
"Com o envelhecimento e a aposentação de muitos funcionários, temos a possibilidade de chamar novos funcionários que se ajustam melhor às necessidades e aos perfis daquilo que são os lugares que ficam disponíveis. Mas, mais uma vez, não é percentagem que resolve o problema", conclui.
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