02 dez, 2025 • Sérgio Costa , João Malheiro
João Duque defende que o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve é uma medida que faz sentido.
No seu habitual espaço de comentário, o economista refere que a medida prevista na nova proposta da Lei Laboral é "na ótica de milhões de portugueses" uma medida com lógica, para "estender serviços mínimos a setores como serviços de bens alimentares ou cuidados de bebés e idosos".
"Há cada vez mais pessoas idosas a serem tratados por terceiros. Antigamente, podia dizer-se que havia poucos idosos e arranjava-se forma de superar o problema. Hoje, é cada vez mais um problema", exemplifica.
"Tratar daqueles que necessitam e garantir que isso está na lei parece-me um direito da sociedade. Não se está a inibir o direito das pessoas fazer greve. Está a impor-se que quem faça greve tem de pensar nos outros", defende, ainda.
João Duque reconhece que uma greve "naturalmente, deverá ter dano para ser sensível", mas realça que a questão é perceber "quem sofre o dano".
"Espera-se um dano de segundo efeito. As pessoas que sofrem o dano não sem quem diretamente deviam ser impactados. Espera-se é que essas pessoas, depois, façam uma pressão muito grande a quem tem poder", explica.
"Compreendo, mas também se deve entender aquilo que são os direitos de todos e consagrar serviços mínimos nestas áreas parece-me absolutamente normal", reitera, ainda.
Desde janeiro de 2021 e "até ao presente", houve 5(...)