08 jan, 2026 • Sérgio Costa , João Malheiro
João Duque aponta que tomar controlo da Gronelândia seria importante para os Estados Unidos da América (EUA) por razões geopolíticas e razões económicas.
"Se olharem para o globo, percebem claramente a importância da Gronelândia. Naquela perspetiva, os EUA estão mesmo perto da Rússia e é um sítio onde se passa muito facilmente de um lado para o outro", explica.
O comentador da Renascença sublinha que o controlo desses estreitos e dessas rotas "podem ser vitais num conflito" e em qualquer estratégia geopolítica e militar.
Os recursos naturais também têm muito potencial por explorar, o que alicia o interesse dos norte-americanos e o economista acrescenta que, à volta do território, há mais ilhas com um potencial semelhante.
"A Gronelândia tem muitos recursos naturais. Petróleo, gás natural, terras raras. Tem urânio, zinco. Imenso potencial", explica.
João Duque admite, ainda, que, num cenário de controlo territorial e económico da Gronelândia por parte dos EUA, haja um controlo de preços mais eficaz.
"É mais pelo acesso e para alimentar a produção norte-americana", reitera, contudo.