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Apagão. Europa aprendeu que "há um perigo iminente"
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Opinião de João Duque

Apagão. Europa aprendeu que "há um perigo iminente"

28 abr, 2026 • Sérgio Costa , João Malheiro


Para o economista, é necessário cuidar da gestão da energia e que tem esperança que do ponto de vista político e técnico estejam a ser pensadas em soluções.

Um ano depois do apagão de 28 de abril, João Duque aponta que a Europa aprendeu com este episódio e percebeu que "há um perigo iminente", pois há uma grande dependência de como a rede é gerida.

"A Europa teve sorte pela pouca ligação entre Espanha e França, porque serviu para proteger o resto do continente. Se as ligações entre estes dois países fossem maiores, iria contagiar França e interromper o fornecimento de toda a Europa", alerta.

No seu habitual espaço de comentário, o economista refere outra lição que Portugal aprendeu: "Aprendemos que estamos muito dependentes de uma fonte energética".

Para o especialista, é necessário cuidar da gestão da energia e que tem esperança que do ponto de vista político e técnico estejam a ser pensadas em soluções.

Ainda dentro do tema de energia e questionado sobre a ideia de taxar lucros extraordinários de grandes empresas energéticas, João Duque recordou que a Galp afirmou que a maioria dos seus lucros não foi obtida no mercado nacional, mas em upstream no mercado internacional.

"Acho que estão a mandar mensagens ao Governo", brinca.

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