Lhéngua Fuora
Lhéngua de Fuora
Uma viagem ao coração das Terras de Miranda — entre histórias, ditos e tradições. Esta é a rubrica da Renascença onde se aprende mirandês, uma palavra de cada vez — este mês de agosto, às terças e quintas, depois das 19h, na rádio.
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O Principezinho fala mirandês (e não é o único)

Língua Mirandesa

Lhéngua de Fuora: "O Principezinho" fala mirandês

12 ago, 2025 • Lara Castro


Neste episódio do “Lhéngua de Fuora”, mergulhamos nas leituras de verão… em mirandês. Dos clássicos aos romances e contos — escritos nas Terras de Miranda.

Férias são sinónimo de descanso, sol, água… e tempo para pôr as leituras em dia. E por que não fazê-lo em mirandês? Há clássicos que talvez não saiba que já falam esta língua.

Grandes clássicos também se contam em mirandês. L Princepico, soa familiar? "O Principezinho", o livro mais traduzido do mundo depois da Bíblia — também está escrito em mirandês, mas há mais.

Mensaije, de Fernando Pessoa, as bandas desenhadas do Astérix e Obélix, L’s Lusíadas. Até L Sbarrulho dun Anjo — "A queda de um anjo" — de Camilo Castelo Branco. Sbarrulho significa desmoronamento, ruína.

Aliás, o protagonista da "Queda dun Anjo", Calisto Eleoi era natural de Caçarelhos, atualmente uma aldeia do concelho de Vimioso, mas onde ainda se fala mirandês, porque historicamente é Terra de Miranda.

Esta semana, em vez de uma só palavra, trago livros cheios delas! Que tal mergulhar em histórias nascidas, na Terra de Miranda e escritas em mirandês?

Para quem é adepto romances: La Bouba de la Tenerie de Amadeu Ferreira — é uma opção.

Se procura viajar até Miranda do Douro sem sair de casa: LhuçMiranda de Carlos Ferreira e Luís Cangueiro.

Para os mais nostálgicos: Monólogos de Solidon de Adelaide Monteiro promete uma viagem às memórias do antigamente.

E para os mais novos: Manuol Ruano, nabegador de l Praino, de Ana Afonso e Alcides Meirinhos

Às terças e quintas, ao fim do dia, durante o mês de Agosto, põe-se a Lhéngua de Fuora para aprender mirandês, uma palavra de cada vez.


Esta é uma rúbrica Renascença em colaboração com a Associação de Língua e Cultura Mirandesa (ALCM), com produção e apresentação de Lara Castro, sonorização de Beatriz Garcia e imagem gráfica de Rodrigo Machado.

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