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Opinião

O que se esperava de Portugal no México e o aviso dos cafeteros

31 mar, 2026 • Opinião de Luis Aresta


O editor de desporto da Renascença, Luís Aresta, avalia o adversário de Portugal no Grupo K do Mundial, a Colômbia de James Rodríguez, tira o chapéu à França e pede mais à seleção portuguesa.

Quem esteve atento ao jogo de preparação entre a Colômbia e a França (1-3), no passado domingo, não pode deixar de refletir sobre a candidatura de Portugal ao título de campeão do mundo e à pálida exibição na Cidade do México.

Se a Colômbia (adversária direta de Portugal no Grupo K) revelou claras debilidades defensivas, a França (vice-campeã e uma das claras favoritas no Mundial deste verão) deixou bem vincado que está sólida, com um estilo de jogo consistente e eficaz.

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Já o tinha demonstrado frente ao Brasil. Voltou a ser assim diante da Colômbia, apesar de Deschamps ter deixado no banco unidades tão preponderantes como Mbappé ou Dembélé (enumerar os suplentes franceses neste jogo seria construir um onze candidato ao título Mundial...).

Já a seleção colombiana, pese embora a derrota, provou por que foi finalista da Copa América e por que, na CONMEBOL, se bate de igual para igual com seleções como a Argentina ou o Brasil.

O que o conjunto treinado por Néstor Lorenzo não podia ignorar é que com esta França não se brinca e que falhar como falhou no plano defensivo lhe seria fatal. Em todo o caso, mérito aos "cafeteros"; pelo inconformismo, pela insistente procura do meio-campo adversário, pela criatividade ofensiva e pela procura do golo (Arias, Luis Diaz, James Rodríguez, Luis Suárez, Cordoba… no ataque, não faltam soluções a Lorenzo).

Tudo isto se traduziu num jogo vibrante, a comparar com o espetáculo a roçar o tédio que Portugal e México proporcionaram no estádio Azteca.

É verdade que, no caso português, as "novidades" introduzidas por Roberto Martinez pouco trouxeram de novo, mas exigia-se outra alegria e mais (muito mais) versatilidade e qualidade ao jogo ofensivo da equipa portuguesa.

Ganhar ao México não era uma obrigação, mas revelar melhores argumentos teria ficado bem a um candidato ao título. Está aí o segundo jogo de preparação (ooh00 de terça para quarta-feira). O adversário na próxima madrugada é modesto, não há como dizer de outra forma. Ganhar aos Estados Unidos é mais do que uma obrigação, é a oportunidade de Portugal elevar o nível e sinalizar que, daqui a dois meses, pode voltar ao continente americano com legítimas ambições.
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