Taça de Portugal
O sorriso Vasquez e 11 contra 11 (sem esquecer Stopira e Zoh)
24 mai, 2026 • Luís Aresta
Parabéns, Torreense!
O prazer do futebol expressa-se no rosto dos jogadores. Quando Javi Vasquez foi substituído ao minuto 103 da final da Taça, saiu com o mesmo sorriso com que se entregou à tarefa de lutar para escrever uma página histórica no Torreense.
Vasquez não foi melhor que nenhum dos outros, apenas foi bravo como todos, mostrando que estava no Jamor para lutar, sonhar e provar (que banalidade...) que não há vencedores antecipados.
Não me canso de dizer que no futebol o fator erro multiplica por 22 (às vezes por 25 ou 26, mas não foi este o caso). Esta final entre Sporting e Torreense foi assim. Sem retirar o mérito a quem marcou, começou com um golo nascido do acaso, continuou com um golo nascido de outro acaso e terminou com o detentor do troféu traído pela obrigação de ganhar, exposto aos erros próprios e às virtudes de um adversário que deu a vida em campo.
Imagino que o pontapé de Stopira para o segundo golo do Torreense rasgou o sorriso de James Vasquez, mas também de Zohi, de Luís Tralhão e de todo um grupo que provou que o futebol, às vezes, ainda são 11 contra 11.
Parabéns, Torreense!
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