Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de quinta-feira em podcast.
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​O elevador da Glória virou a mesa?

Novas Crónicas da Idade Mídia

​O elevador da Glória virou a mesa?

18 set, 2025 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


A manifestação que interrompeu a Vuelta, a candidatura de Ventura a Belém, as consequências políticas da desgraça no elevador da Glória e as incursões russas pela Polónia e Roménia são alguns dos temas em discussão neste episódio das Novas Crónicas da Idade Mídia.

SIC e TVI lançaram as novas grelhas, com as principais apostas para a nova temporada. A novidade mais relevante é a decisão (TVI) de reduzir o número de episódios das novelas para “as pessoas não estarem um ano à espera” de uma nova história. Quem o diz é o diretor-geral da estação de Queluz, José Eduardo Moniz. Foi ele o programador de “Anjo Selvagem”, a mais longa novela da história da televisão portuguesa.

Pouco mais de uma dúzia de jornalistas continua a assegurar a publicação da revista Visão, a partir de casa, sem estrutura de apoio e sem remuneração. Dino D´Santiago faz a capa da edição da semana passada. Uma longa e excelente entrevista que o músico concedeu a Margarida Davim. “Sou mais português do que todos os portugueses que conheço”. Trata-se de um guia de grande utilidade para perceber a verdade da história do país. Recomenda-se. O esforço e o compromisso com os leitores desta equipa da Visão merece ser recompensado.

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Manifestações pró-palestinianas interromperam a Volta à Espanha. Já tinha acontecido em etapas anteriores da prova. Este fim de semana (domingo, 14), a passeata levou a antecipar o fim da corrida. O Estado não conseguiu manter a ordem pública, comprometendo a realização de um evento desportivo, com a magnitude da Vuelta, em segurança para atletas e espectadores.

O primeiro-ministro espanhol desvalorizou a alteração da ordem que levou ao cancelamento da mais popular prova desportiva de Espanha. Inaceitável! E aproveitou para pedir a exclusão de Israel de todas as competições mundiais. A administração da TVE acaba de decidir não participar no próximo certame da União Europeia de Radiodifusão, se Israel se mantiver na competição. A RTP deveria seguir o mesmo caminho?

​O elevador da Glória virou a mesa?
​O elevador da Glória virou a mesa?

Ventura foi a Madrid explicar que, “como patriota europeu tem orgulho [nos ataques contra imigrantes em Múrcia]”. De regresso a Portugal decidiu candidatar-se à Presidência. “O líder da oposição não deve ser simultaneamente um candidato presidencial. É um mau sinal para a democracia se eu me candidatar”, disse o chefe do Chega em entrevista à CNN. E já está: Ventura é candidato a Belém.

Seja pelos resultados atribuídos pela sondagem publicada pelo DN, em que o Chega aparece à frente de AD e PS; seja pelo facto de Ventura não ter encontrado nenhuma personalidade capaz de representá-lo; seja porque quem ele diz que queria (Passos Coelho) não ter aceitado o repto; seja por cada uma destas razões ou por todas elas juntas, a verdade é que parece sempre ter estado na cabeça do chefe do Chega avançar com a candidatura a Belém.

Se o líder do maior partido da oposição pode, e entende ser politicamente adequado, candidatar-se aos 308 municípios do país (basta ver os cartazes), porque não haveria de correr para Presidente de Portugal? Depois dos municípios, Belém. Qual é o problema? Uma coisa parece certa: o avanço de Ventura baralha o jogo das presidenciais e pode ajudar a separar as águas, à direita.

A desgraça do elevador da Glória pode ter virado a mesa na corrida à Câmara de Lisboa. A coligação de Alexandra Leitão poderá vir a retirar da tragédia, mesmo com a prudência que o caso exige, uma vantagem eleitoral que ninguém lhe reconhecia. E Moedas pode ser a vítima, a quem é aplicado um castigo para servir de exemplo. Para já, no debate de Lisboa a 4 que a SIC promoveu, não se viu grande brilho da líder da coligação à esquerda. João Ferreira, do PCP, destacou-se claramente dos seus concorrentes, afirmando uma voz autónoma, mostrando uma grande segurança em todos os temas em discussão. Carlos Moedas agradeceu o protagonismo do seu vereador comunista.

O frente-a-frente anunciado pela SIC transformou-se num debate a 4 por imposição da ERC, face à reclamação apresentada pela CDU. O Regulador decidiu condicionar a liberdade de programação e abriu um caminho sem regresso. A partir de agora, bastará reclamar para ser admitido num debate. A liberdade editorial e a competência inalienável de os Media decidirem, mesmo os privados, sobre as suas programações passam a depender da opinião do Conselho Regulador?

A Federação Russa violou e atingiu território de países da NATO. Primeiro, a Polónia; depois, a Roménia. A NATO respondeu com a Operação “Sentinela Oriental” para vigiar as movimentações de Moscovo. Terá o efeito dissuasor que o Ocidente pretende?
Charlie Kirk, um ativista de direita, amigo de Trump, foi assassinado com uma bala na cabeça. Embora eliminar adversários políticos faça parte da tradição norte-americana, a verdade é que o acontecimento pode desencadear a escalada da violência nos Estados Unidos.
E o Brasil, como ultrapassará a condenação de Jair Bolsonaro?

Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, onde para a flotilha? Não há limite de mandados nas autarquias? Será que a política atual explora a ignorância, quando a política devia potenciar a inteligência? O mandatário da Lista B (PSD) aos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, é o comandante de batalhão do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Chama-se Rui Pêgo. Afinal havia outro?

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