25 set, 2025 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo
“Vitória”, a novela que a SIC estreou esta semana, teve um arranque promissor. A TVI respondeu com a série “Arquiteto”, um escândalo do final dos anos 80 do século passado, também com marcas de audiência expressivas na estreia. José Rodrigues dos Santos vai reforçar a RTP3. O “24 horas” diz que o conhecido pivot da RTP vai “trabalhar o dobro”.
Desde a chegada de José Mourinho, a Tires, que as televisões não o largam. Acompanharam-no a casa, levarem-no ao Seixal. Mostraram o Ferrari que conduzia, não por acaso certamente, na chegada ao treino do Benfica. A televisão acompanhou o autocarro na autoestrada para Lisboa, depois do jogo na Vila das Aves. Um excesso? Talvez. Mourinho suscita entusiasmos. Mesmo que viesse para a Amadora ou Arouca, o regresso do “melhor treinador de Setúbal” tem um impacto relevante para a Liga portuguesa.
“Andrézito”, o vídeo de resposta de Isaltino Morais a André Ventura, depois de o chefe do Chega ter dito que se fosse presidente mandava prender o autarca de Oeiras. As televisões deveriam ter reproduzido o vídeo? Não, não o deviam ter feito, sem recurso a comentários diretos dos protagonistas, designadamente de Isaltino.
Os Media tradicionais não podem passar a vida a queixar-se da concorrência desregulada das redes sociais e depois alimentarem-se de conteúdos ali publicados, sem o enquadramento jornalístico exigido. Recorrendo ao interminável manancial de expedientes que parece possuir, Ventura “apareceu” na manifestação de imigrantes em frente ao Parlamento para neutralizar a mensagem da concentração e chamar a si todas as atenções. Objetivo cumprido, mais uma vez. Com a emissão em direto, restou às televisões mostrarem a evidente provocação do presidente do maior partido da oposição.
Política
Isaltino Morais recordou a origem de André Ventura(...)
Adilson, nasceu na Guiné, filho de pais cabo-verdeanos, veio de Luanda para Portugal com meia dúzia de meses de idade. Vive em Quarteira desde sempre. Há mais de 40 anos. Não tem documentos. Dino D’Santiago fez-lhe uma Ópera. A história está na Visão (11.Set), contada pelo próprio músico amigo dele desde criança, e vem no El País (segunda, 22), que foi ao Teatro Circo de Braga ver a peça em que aparece o bailarino Adilson. O que é que Portugal está à espera para dar sentido à vida deste homem? Até agora, fica uma certeza: incapacidade absoluta da administração do Estado.
Jimmy Kimmel, personalidade da televisão, é a mais recente vítima de Donald Trump. A ABC só recuou no despedimento face à retaliação dos consumidores que cancelaram subscrições e assinaturas. A cadeia de televisão está dividida quanto ao regresso de Kimmel.
A Casa Branca criou à empresa um novo problema: algumas estações locais não pretendem voltar a retransmitir o programa da ABC. Seja por pressão política direta ou mera decisão de programação, a verdade é que a desistência das locais está a produzir um rombo considerável no plano de negócios da estação da Disney. Como se sabe, a operação das cadeias de televisão nos Estados Unidos assenta em grande medida nas estações locais que permitem viabilizar comercialmente conteúdos de projeção nacional.
Apesar do revés, Trump ameaça as “televisões que dizem mal dele”, com o cancelamento das licenças de emissão. Desencadeou um processo judicial contra o New York Times. O Pentágono estuda a aplicação de “visto prévio” a todas as notícias relacionadas com a Defesa norte-americana. Neste tempo de guerra, talvez não possa ser de outra maneira. Todavia, trata-se de censura.
Estados Unidos da América
Suspensão de “Jimmy Kimmel Live” reacende o debate(...)
Portugal e vários países europeus reconheceram o Estado da Palestina. O que é que mudou? Nada. O Hamas continua entrincheirado; os reféns mantêm-se reclusos; o Hamas não quer um estado desmilitarizado e não reconhece o Estado de Israel; a Autoridade palestiniana, sempre desvalorizada por Telavive, hoje uma inexistência, prometeu fazer eleições e diz-se pronta a administrar o território. Porque é que Montenegro não quis ficar ligado publicamente à iniciativa? Desconforto, certamente.
A flotilha segue a sua viagem em direção a Gaza. A excursão parece estar mais demorada do que inicialmente se previa. Andreia Galvão substituirá Mariana Mortágua, no Parlamento. Greta abandonou a embarcação principal onde navega a líder do Bloco, assim como um ativista tunisino. Aparentemente as agendas não combinam.
Gouveia e Melo foi à SIC. Mostrou-se tenso. Crispou-se por causa do almoço com Ventura, que não quis explicar politicamente. E repreendeu Cavaco, no texto do Expresso: podia ter sido explícito no apoio a Marques Mendes. Sente-se confortável, com ideias arrumadas, nos assuntos militares. Justiça lhe seja. O silêncio é um aliado do sr. Almirante. O problema é que não poderá continuar calado. Muito menos depois do avanço de André Ventura.
Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, há uma regra que todos conhecemos: trabalho adicional muito bem remunerado produz o recuo da produtividade no desempenho regular. Porque é que não se acaba com as cirurgias adicionais? Na venda do Novo Banco, ganharam os Fundos, ganharam os gestores, perderam os contribuintes. Tem de ser sempre assim? Para que serve a ONU? Quanto tempo é preciso mais para remover o amianto no Hospital Egas Moniz?