27 nov, 2025 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo
António Costa, atual presidente do Conselho Europeu, informava o DN, foi escutado durante 2 anos no desempenho das funções de primeiro-ministro de Portugal. Não pode ser, exclamou o país em coro. Da Presidência da República ao Parlamento, da esquerda à direita, pediu-se um esclarecimento cabal por parte do MP. Como é possível escutar um primeiro-ministro em funções, sem autorização do Supremo? O país inteiro foi a correr ouvir os comentadores das televisões para se socorrer de alguma ajuda. Ajudaram a esclarecer o que se passou? Não, regra geral, “malharam” forte e feio no MP.
A verdade é que o que tinha sido noticiado como “escutas a António Costa” eram, afinal, escutas a cidadãos que tinham tentado falar com o ex-primeiro-ministro, o que é completamente diferente. E só uma única vez com sucesso. Dito de outra maneira: os comentadores apressaram-se a amplificar o erro do DN, colaborando na desinformação.
FACT CHECKING
A Comissão Europeia anunciou o lançamento de um pr(...)
O Polígrafo da SIC analisou uma fotografia de Marcelo Rebelo de Sousa a beijar a mão de João Lourenço, em Luanda, à entrada do Palácio do Presidente angolano. A foto correu mundo, partilhada nas redes sociais. A imagem, manipulada, é falsa. Assim como o episódio que pretende retratar. Nunca existiu. Dada a gravidade cada vez maior da desinformação, talvez fosse aconselhável que o Polígrafo abandonasse classificações pretensamente criativas como “pimenta na língua” e se concentrasse no seu propósito. O que se disse, escreveu ou filmou, é verdadeiro ou falso? Nada mais simples. E sem equívocos.
Entrevista a Paul Manuel
O politólogo americano Paul Manuel entrevistou as (...)
A caminho das presidenciais de janeiro, o debate desta terça-feira, 25, era esperado com alguma expectativa. Ventura, o “xerife da República” como lhe chamou Marques Mendes, trouxe mais do mesmo e tentou fazer a Clara de Sousa, o que tinha feito a José Alberto Carvalho, embora sem sucesso. Marques Mendes, não tão contemporizador como Seguro, manteve-se sereno perante a impetuosidade do presidente do Chega.
Com Gouveia e Melo, a discussão vai, quase sempre, aterrar na competição sobre quem é o mais independente.
Com Cotrim de Figueiredo, discutiu-se até a distância que cada um tem do “avental”. O sr. Almirante informou que “nem na cozinha” o usa. As preferências pessoais dos comentadores das televisões, com uma ou outra exceção, condicionam a surpresa. E o sistema de atribuição de notas aos contendores parece cada vez mais frívolo. Sensata, a RTP desistiu da ideia criada na rádio há muitos anos pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
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Debates entre candidatos começam esta segunda-feir(...)
Em suplemento ao programa, nesta edição, a palavra do ano de 2025. Das 10 palavras finalistas – agente (IA); apagão; eleições; elevador; flotilha; fogos; imigração; moderado: perceção; tarefeiro - metade da equipa do programa escolheu flotilha e perceção, que permitiu convocar Platão.
A outra metade decidiu acrescentar ambulância e tanga. A tanga do SNS; a tanga da culpa dos imigrantes; a tanga do excedente orçamental; a tanga das escolas sem professores; a tanga dos bancos que acumulam lucros e não remuneram os depósitos; a tanga das soluções para a habituação; a tanga do custo de vida; a tanga dos cabos dos elevadores que afinal não servem para transportar pessoas; a tanga de quem diz que se chegar ao poder, resolve todos estes problemas no dia seguinte. Uma TANGA!