Novas Crónicas da Idade Mídia
Do que estamos à espera?
18 dez, 2025
A greve geral, as declarações menos felizes de membros do Governo, as sondagens e os debates presidenciais e a presença de Israel na Eurovisão são alguns dos temas em comentário nas Novas Crónicas da Idade Mídia.
Os números da greve geral não batem certo. Nunca batem. Para Leitão Amaro praticamente ninguém fez greve (0 a 10%); para os sindicatos foi a maior paralisação de sempre. A cobertura dos Media, designadamente das televisões, foi exaustiva, regra geral equilibrada.
Em frente à AR, meia dúzia de arruaceiros na presença da centena de pessoas que restou da manifestação incendiou caixotes do lixo e arremessaram garrafas. Mesmo percebendo que se tratava de uma arruaça, as televisões mantiveram os "diretos". Neste mercado altamente competitivo, todos sabemos, onde vai um vão todos. Mas talvez seja o momento de começar a apertar o critério editorial. Quem tiver a sensatez de se excluir deste processo de instrumentalização das emissões em direto, pode não ganhar audiências, mas ganhará credibilidade. Do que é que estamos à espera?
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Nos últimos dias, a comunicação do Governo tem vivido momentos menos felizes, para dizer o mínimo. Primeiro foi Leitão Amaro com a projeção da adesão à greve; agora o ministro da Educação veio dizer o que não pretendia dizer. Fernando Alexandre, um dos melhores ministros do Governo, informou que as residências universitárias se degradam porque são frequentadas apenas por bolseiros, o que não aconteceria se albergassem estudantes de proveniências financeiramente mais nutridas. Levantou-se um clamor nacional, uma berrata monumental, porque o ministro não gosta de pobres. Do que o ministro disse, pode concluir-se com seriedade que ele não gosta de pobres? Não, claro que não. O que o titular quis dizer com o que disse, veio explicar mais tarde, é que instalações e equipamentos teriam uma manutenção mais cuidada se fossem transversais à origem dos estudantes. Se as residências continuarem, como querem os Reitores, só para bolseiros, podem deixar-se degradar? Nem na emenda, o gabinete do ministro acertou.
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A sondagem da Universidade Católica para o RTP/A1/Público dá Ventura em primeiro lugar (22%), à frente de Marques Mendes (20%), Gouveia e Melo (18%), Seguro (16%) e Cotrim de Figueiredo (14%). Marques Mendes vence qualquer adversário na segunda volta; Ventura é derrotado por todos.
O debate da RTP (segunda, 15) confirmou a perda de gás do Almirante? Embora com alguma evolução, percebe-se que Gouveia e Melo, homem de águas profundas, navega com dificuldade no mar encapelado do confronto de ideias. “Vêm aí tempos difíceis”, diz o candidato “das duas pernas”. Ventura, o seu oponente da RTP, foi estranhamente macio, para dizer o mínimo.
Perder para o Almirante, na segunda volta, é politicamente menos grave para o chefe do Chega do que ser derrotado por Mendes, Seguro ou Cotrim de Figueiredo? Parece uma evidência. De resto, a campanha desencadeada contra o candidato Marques Mendes parece generalizar o temor, aparentemente induzido pelas sondagens mais recentes, de que o social-democrata, uma vez na segunda volta, terá fortíssimas possibilidades de vencer a eleição.
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O Benfica lançou a rádio oficial do clube quinta-feira passada, 11, às 19:04, horário que reproduz o ano da fundação da coletividade. Com uma equipa de mais de 20 pessoas, a rádio é ainda só digital. No FM - com frequências já contratadas - vai ter de esperar pela autorização. O FC Porto, passa a ter um canal de televisão próprio, o ex-Porto Canal. O Dragão que vivia só cauda de fora, apresenta-se agora de corpo inteiro. E já tem aprovação do Regulador. Perceberam-se as razões e os objetivos do arranque do canal Conta Lá nas autárquicas. Não se percebeu porque é que saiu do ar. Regressa agora. Os diretores de jornais escreveram ao Governo por causa da distribuição. É um facto inédito que demonstra união e comunhão de objetivos, sem dissidências sobre a importância do que está em causa. Talvez a carta pudesse ter apresentado algumas propostas de solução para o problema. A associação de municípios apelou também ao executivo para impedir a paragem da distribuição. Será que o governo, à semelhança do PGR, também prepara um “presente de Natal”?














