Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de quinta-feira em podcast.
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​Trump, o soberano

Novas Crónicas da Idade Mídia

​Trump, o soberano

16 jan, 2026 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


A captura de Nicolás Maduro pelos EUA, o presidente Trump e a Gronelândia, os protestos no Irão e a luta dos jornalistas da Visão para manter a revista nas bancas são alguns dos temas em debate entre Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo

O raid norte-americano a Caracas e o sequestro de Nicolás Maduro confirmaram a anunciada nova ordem. O primado da Lei, o direito internacional, valem pouco. Está aí o regresso do imperialismo, com uma nova divisão do Mundo, imposta, outra vez, pela lei do mais forte.
O direito de soberania pode não ter acabado ao terceiro dia deste novo ano, mas sofreu um rombo do qual dificilmente recuperará. As organizações internacionais, designadamente a ONU, estão feridas de morte.

No primeiro quartel do sec. XXI, instalou-se em força o sec. XIX. Trump está a reescrever a Doutrina Monroe e vai estender a influência dos Estados Unidos até onde entender necessário. Colômbia, Cuba e outros nas proximidades que se mostrem “difíceis”, porque não? Canadá, qual é o problema? Gronelândia, região autónoma da Dinamarca, país membro da UE e da NATO? Se tiver de ser, será.
“O apoio está a caminho”, garante o presidente americano aos sublevados de Teerão e de várias cidades iranianas. Onde está o limite? Em resposta ao “The New York Times”, Trump não hesita: “o limite é a minha consciência”.

É neste ambiente que tem vindo a aumentar, na Europa, a pressão sobre os Media públicos. Depois da BBC, pelas razões que se conhecem, é agora o audiovisual francês que está debaixo de fogo. A presidente da France Télévisions foi inquirida numa comissão parlamentar sobre a neutralidade, o funcionamento e o financiamento do serviço público de televisão. As críticas são recorrentes, com origem na direita e extrema-direita: contestação da imparcialidade; críticas à gestão; questionamento sobre os custos; ameaças sobre a continuidade do financiamento.

Um pouco por toda a Europa, os eixos da contestação são idênticos. Há uns anos, em Portugal, Pacheco Pereira punha em causa permanentemente a existência de um serviço público de Media. E questionava se as democracias tinham de arcar com estes custos. Talvez hoje não tenha a mesma opinião. É neste quadro que a RTP apresentará, pela primeira vez nos últimos 15 anos, resultados operacionais negativos, fragilizando-a ainda mais. Mais cedo que tarde, neste nosso tempo cada vez mais rápido, os ventos que sopram na Europa contra o SPM chegarão a Portugal. E o tema acabará por entrar na agenda política.

Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, haverá alguém que seja capaz de explicar a Donald Trump que nem tudo o que é branco é cocaína?
Quem votou antecipado não teve dia de reflexão. Há quem tenha votado à maluca?
Quem vai retratar o presidente Marcelo Rebelo de Sousa?
Os jornalistas da Visão continuam a produzir a revista em casa. Está nas bancas todas as semanas, à quinta-feira. Um exemplo de abnegação. “Não fechem os olhos à Visão”.

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