Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de quinta-feira em podcast.
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​A revolução vertical

Novas Crónicas da Idade Mídia

​A revolução vertical

12 mar, 2026 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


O novo Líder Supremo do Irão e a reação dos EUA à sucessão, a sustentabilidade da RTP, os incidentes com jornalistas e a tomada de posse do novo Presidente da República estão em destaque nesta edição das Novas Crónicas da Idade Mídia.

Os incidentes com jornalistas começam a ser frequentes. O Sindicato exige respeito pelos profissionais no exercício das suas funções e pede intervenção imediata das autoridades.
Uma reportagem de Luana Plácido sobre uma falsa agência de modelos, em Vila Nova de Gaia, provocou a fúria de um funcionário que agrediu o repórter de imagem, transportado ao hospital; e noutro momento, a própria Luana Plácido. Depois dos últimos episódios no futebol, está a definir-se um padrão?

Morais Sarmento partiu cedo. A sua habilidade e criatividade resolveram, entre outros, o crónico défice da Radiotelevisão Portuguesa. Fundiu a empresa de televisão com a então RDP e num passe de “magia legislativa” capturou as taxas de radiodifusão e transformou-as em contribuição audiovisual (CAV). Deu início a um processo de reorganização da empresa pública como nunca se tinha visto. O único verdadeiro plano para os Media portugueses, não só públicos, tem a sua assinatura. Chapeau!

A revolução vertical
A revolução vertical

A RTP vive hoje dias de intensa discussão sobre a sustentabilidade da empresa. Os comunicados dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores deixam perceber a possibilidade de as estruturas sindicais da rádio e televisão públicas avançarem com uma paralisação. Mas é esta mesma empresa que apresentou 5 séries de microdramas. 100 episódios, no conjunto, para serem vistos no telemóvel, com uma duração média de 2’ cada um. Cinco autores e um realizador de mão cheia: Manuel Amaro. A “revolução vertical”, como lhe chamam os entendidos, começou na China, no período da pandemia. E expandiu-se para o mundo. O volume de negócios, também fora da China, disparou. A grande indústria está atenta ao fenómeno. Do que é que estão à espera os outros Media portugueses?

O YouTube é hoje o maior Media do mundo. Ao longo dos anos, alargou a sua influência à música, podcasts, televisão, desporto e entretenimento ao vivo, entre outras áreas. Tem o dobro da dimensão da Netflix, o seu concorrente direto mais próximo. O volume de negócios em 2025 ultrapassou a Disney Media. Aparentemente, o streaming é uma tendência consolidada.

A CMVM dispensou os italianos da MFE de uma OPA para entrar na estrutura acionista da Impresa. Ficam, assim, confirmadas as deliberações da AG da proprietária da SIC e do Expresso. Um desfecho que se esperava. Se a decisão do Regulador tivesse sido mais célere, teria evitado a especulação que se gerou em torno da chegada do grupo italiano.

A SICN transmitiu uma entrevista com o filho do Xá, Reza Pahlavi, no programa 60’, da CBS.
Teerão nomeou Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, filho do defunto Ali Khamenei. Uma sucessão monárquica, portanto. Trump apressou-se a informar que o novo Khamenei não vai aguentar-se muito tempo. Ainda esta terça-feira, 10, Witkoff disse que a Casa Branca está a ver “se os iranianos querem falar”. Se quiserem, “tenho a certeza que o presidente Trump está disponível”. As declarações erráticas da administração norte-americana não prometem nada de bom. O filho do Xá, na entrevista ao 60’, diz que quer uma relação amigável e estável com Israel e que tem condições para fazer pontes e unir os diferentes grupos. Apesar de Trump ter rejeitado desde logo a possibilidade de “patrocinar” Pahlavi, o herdeiro do Xá da Pérsia pode ser uma espécie de Juan Carlos na transição do regime iraninano?

Seguro tomou posse. Fez um excelente discurso e foi ao interior explicar que Portugal é um todo. Belém está a estabelecer uma nova relação com os Media? Aparentemente. E de Marcelo, o que fica? Fica, certamente, a dessacralização da Presidência da República e a criação de uma relação de proximidade com os cidadãos.

Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, algumas regiões do interior do país continuam sem TV e Internet. E sem respostas de fornecedores e autoridades. Para que serve a ANACOM?

A história de uma “escola de Yoga”, cujo propósito era sequestrar e prostituir meninas, algumas menores, contada nos “Segredos da Seita”, um podcast do Observador, viveu entre as famílias que habitavam um prédio de uma avenida do centro de Lisboa. Os senhorios sacrificam a decência ao valor da renda?

As eleições municipais em França vão ser dramáticas na disputa entre esquerda e direita. Já imaginaram Marselha?
Maria João Marques achou o vestido da mulher de Seguro muito caro e considera um despropósito que o Presidente tenha servido o vinho dele à refeição. Porquê? Foi o Estado que pagou o vestido e o vinho?

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