Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de quinta-feira em podcast.
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​Importa-se de repetir?

Novas Crónicas da Idade Mídia

​Importa-se de repetir?

30 abr, 2026 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


O atentado a Donald Trump, o "brilho de viúva" de Melania, a contradição de António Costa e o primeiro discurso de 25 de abril de António José Seguro marcam presença nesta edição das Novas Crónicas da Idade Mídia.

Num jantar num Hotel de Washington com correspondentes na Casa Branca, houve uma nova tentativa de atentado que as autoridades acreditam ter tido Trump como alvo. O atirador não chegou à sala onde estava o presidente americano nem outros responsáveis da administração como J.D. Vance, Peter Hegseth, Marco Rubio.
Estamos perante um ato tresloucado de um lobo solitário ou de uma montagem? A verdade é que o atirador entrou aos tiros pelo Hotel e a primeira barreira de segurança não o abateu. Trump cavalgou de imediato o episódio, acusando os jornalistas e os democratas de serem os culpados destes atos porque espalham ódio. Importa-se de repetir?

Dois dias antes do evento do Hilton, o humorista Jimmy Kimmel disse que Melania tem o “brilho de uma viúva expectante”. A Casa Branca e o próprio Trump vieram a público pedir à ABC o despedimento do humorista. E, mais grave, a entidade reguladora dos Media norte-americanos entendeu abrir um inquérito que pode levar ao cancelamento da licença de emissão daquela estação de televisão.

O Mundo inteiro temeu que, na receção a Carlos III de Inglaterra, Trump montasse o espetáculo habitual da Sala Oval. Felizmente, para lá de pequenos embaraços, como a referência à inveja dos congressistas em relação ao sotaque do Rei e à bandeira da Austrália, a coisa não correu mal.

A um ano das eleições presidenciais em França, o audiovisual público é uma nova frente de batalha política. A Assembleia Nacional votou favoravelmente a publicação de um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que pretende discutir o financiamento e a independência editorial das rádios e televisões públicas.
As conclusões do documento são radicais: corte de mil milhões (um quarto do financiamento), fusão de canais e mudança na governança, designadamente com o regresso às nomeações feitas pela Presidência da República e o fim dos conselhos de administração. Estamos perante uma “batalha cultural”? Aparentemente. Uma coisa é certa: os serviços públicos europeus vão entrar na agenda política. Primeiro o Reino Unido, agora França. Outros se seguirão.

Importa-se de repetir?
Importa-se de repetir?

A reportagem da TVI sobre a operação Influencer mostrou as escutas que desmentem António Costa. Afinal, o atual Presidente do Conselho Europeu falou com Lacerda Sales sobre Sines. Não parece que tenha vindo daí mal ao Mundo, mas porque é que o ex-primeiro-ministro mentiu?
A grande novidade das revelações do trabalho da estação de Queluz é que as notas encontradas no gabinete de Vítor Escária só têm impressões digitais dos polícias que as recolheram. Extraordinário! A origem das notas poderá estar ligada ao negócio do pernil para a Venezuela?

O primeiro discurso de 25 de Abril de Seguro no Parlamento ficou marcado pela polémica em torno da intervenção do Presidente da Assembleia da República. Quase no final, Pedro Delgado Alves levantou-se e virou-lhe as costas em sinal de protesto. Aguiar-Branco produziu alguma blasfémia? Caricaturar obrigações declarativas para ocupar cargos públicos é estar do lado da opacidade? A ironia convive mal com discursos formais. Regra geral, dá mau resultado. Foi essa a infelicidade.

Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, porque é que a Força Aérea não explicou que o F-16 em missão operacional ao largo de Buarcos precisou de “ultrapassar a barreira do som”?
Detentores do Fundo que comprou a posição do Rei dos Frangos na SAD do Benfica têm ligações à Casa Branca. Será que vêm aí os americanos?
Quem é que põe ordem nas Seguradoras para assumirem responsabilidades nos estragos provocados pela tempestade na região Centro?
Numa interpretação, agora corrigida pelos Tribunais, a AT retirava benefícios fiscais a doentes oncológicos que recuperaram capacidades abaixo dos 60%. A AT exige agora que retifiquem as declarações anteriores. Retaliação?

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