Olhá Bola, Maria
Portugal está de volta aos grandes palcos do futebol feminino, agora para o Euro 2025. O "Olhá Bola, Maria" dá a conhecer as jogadoras que, dia após dia, fazem história pelos seus clubes e com a seleção. Conversas descontraídas, com pontapés de bicicleta, "bombas" ao ângulo e histórias para contar aos netos, com a jornalista Inês Braga Sampaio, a não perder, nas plataformas de podcasts e no site da Renascença.
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Edite Fernandes imagina-se no futebol feminino de hoje. “Se calhar, era a rainha disto tudo”

Olhá Bola, Maria

Edite Fernandes imagina-se no futebol feminino de hoje. “Se calhar, era a rainha disto tudo”

24 abr, 2026


Tem o recorde de golos pela seleção nacional, com 39, e foi a primeira portuguesa a assinar um contrato profissional. Em entrevista ao “Olhá Bola, Maria”, o podcast de futebol feminino da Renascença, Edite Fernandes recorda as condições que tinha quando jogava e admite que se sente parte das conquistas atuais da equipa das quinas.

Edite Fernandes acredita que, se tivesse nascido uns 15 anos mais tarde, a sua carreira, como a de outras jogadoras, teria tido outro reconhecimento. Contudo, acredita que “foi quando teve de ser” e que os passos que deu ajudaram a desbravar caminho para as gerações vindouras.

“Quando cheguei ao Boavista, era a melhor equipa nacional e eu não conhecia ninguém. Quando cheguei lá, fiquei maravilhada, porque era tanto talento, tanta qualidade. Mas pronto, faz parte. Se hoje em dia tivesse menos 15 anos, se calhar era a rainha disto tudo”, graceja, em entrevista ao "Olhá Bola, Maria", no Portugal Football Summit, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol.

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No podcast de futebol feminino da Renascença, Edite Fernandes recorda os ídolos de infância, todos homens: João Vieira Pinto, mais tarde Nuno Gomes. E conta também como aprendeu a admirar quem encontrava pelos relvados, fossem companheiras ou adversárias.

A antiga internacional portuguesa lembra também a experiência na China, que coloca “no topo do topo” das aventuras que teve na carreira. Foi na altura que se tornou, juntamente com Carla Couto e Sónia Silva, a primeira futebolista portuguesa a assinar um contrato profissional.

É pelas condições em que jogava, e pelas mudanças e os desenvolvimentos que conquistou – e também porque partilhou balneário com algumas jogadoras de agora – que Edite Fernandes se sente parte das conquistas atuais da seleção.

“Eu estive ali, fiz parte do percurso, fiz parte deste caminho. Piquei pedra, para estes frutos darem certo. E a verdade é que me sinto extremamente orgulhosa daquilo que fiz e do caminho que percorri, e principalmente destes feitos que a seleção foi conquistando”, afirma.

O “boom”, diz Edite, foi com o apuramento para o Euro 2017, a primeira presença de Portugal numa grande competição de seleções. Outro capítulo grandioso foi a qualificação inédita para o Mundial 2023, de que a antiga avançada se lembra “como se fosse hoje”.

Ao ver a evolução do futebol feminino em Portugal, Edite faz contas ao próprio recorde de golos pela seleção nacional. Marcou 39, em 132 internacionalizações, numa altura em que “havia muito menos jogos”. E espera que alguém, em breve, chegue aos 40.

Pode ouvir a entrevista completa a Edite Fernandes em todas as plataformas de podcast e no site da Renascença. Há um novo episódio do podcast "Olhá Bola, Maria" todas as terceiras sextas-feiras do mês.

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