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Opinião de Ribeiro Cristovão
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Os treinadores portugueses à volta do mundo

02 jul, 2021 • Opinião de Ribeiro Cristovão


José Mourinho foi, sem dúvida, o percursor desta história bonita e dos seus pares portugueses, abrindo-lhes portas que se mantiveram encerradas durante décadas.

Ainda que não tenha sido possível ver de novo o futebol português subir ao primeiro lugar do pódio europeu, a sua projecção internacional continua numa escalada impressionante que torna possível suscitar o maior respeito e admiração em todos os continentes.

Para isso, muito tem contribuído a “exportação” de jogadores e treinadores, cuja qualidade tem conquistado os mais variados mercados e conseguido os mais relevantes resultados.

Espalhados por cerca de vinte países, cinco centenas de jogadores têm continuado a afirmar ao longo dos últimos anos uma qualidade indiscutível, enquanto no que respeita a treinadores esses números baixam compreensivelmente para cerca de duas centenas a trabalhar nos quatro cantos do mundo.

José Mourinho foi, sem dúvida, o percursor desta história bonita e dos seus pares portugueses, abrindo-lhes portas que se mantiveram encerradas durante décadas.

Impressionante é, sobretudo, o número de técnicos requisitados pelo emergente futebol chinês, onde cerca de cinquenta exercem a sua actividade em diversos clubes.

A China continua, aliás, a fazer paciente e organizadamente o seu caninho para um dia poder alcançar o objectivo dos seus responsáveis, os quais almejam vir a ser, nas próximas duas décadas, campeões do mundo.

Este tema ressalta na actualidade sobretudo pelo que está a acontecer com a Inglaterra.

Para além de outros nomes de treinadores ainda menos sonantes, vamos ter, a partir da próxima temporada no país de Sua Majestade, Nuno Espírito Santo no Tottenham, Bruno Lage no Wolverhapton e Marco Silva no Fulham.

E no Brasil, onde Jorge Jesus brilhou a grande altura há pouco mais de um ano, continuamos a ter Abel Ferreira no Palmeiras, e António Oliveira (Filho de Toni) no Atlético Paranaense, ambos com enorme sucesso nos primeiros lugares do Brasileirão, após terem sido disputadas oito jornadas.

Em alta, o futebol português prossegue a conquista de um espaço considerável ao qual não teve acesso durante dezenas de anos.

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  • RICARDO NUNO SEQUEIR
    05 jul, 2021 LISBOA 02:19
    Chamar Marco Silva de grande treinador deve ser para rir não passa dum flop fabricado pela imprensa , que após quase dois anos desempregado o melhor que arranjou foi tentar subir de divisão no medíocre Fulham espécie de sobe e desce do Reino Unido .