12 nov, 2025
A nível interno, é reconhecidamente baixo o prestígio do futebol português além-fronteiras pelas razões mais reconhecidas e mais diversas.
Desde logo, tendo em conta a sua qualidade, pois continuamos a disputar um campeonato que não pode pedir meças aos mais cotados da Europa, antes nivelando-se por aqueles onde a de competitividade é igualmente baixa.
Depois, a incapacidade de gerar clubes de grande dimensão, para além de FCPorto, Benfica e Sporting. São estes que, por hábito, lutam por títulos e os conseguem alcançar, enquanto na Inglaterra, para citar apenas um exemplo, já dezassete clubes foram capazes de alcançar o título maior do país.
Além disto, há igualmente um enorme somatório de casos, que acontecem com muita regularidade entre nós, e que projectam a sua imagem para exterior somente em sentido negativo, sendo que a qualidade que dele emana não permite ultrapassar as nossas fronteiras.
Para confirmar a regra vigente há várias décadas, tivemos esta semana mais um rol de casos, da mais variada ordem, que têm absorvido toda a discussão, sobretudo a nível da comunicação social.
Sporting e Benfica têm estado, por isso, na crista da onda, mas sem que esteja a ser debatida a qualidade do futebol que ambos praticam.
Sobretudo, é particularmente grave aquilo que se passou com o Benfica durante e depois do jogo que disputou no passado domingo no seu estádio contra a equipa do Casa Pia.
Não valendo a pena evocar, de novo, o registo do que aconteceu durante os 97 minutos, porque já mereceu amplo e esclarecedor debate, a nota principal tem de incidir, forçosamente, nos actos e palavras no pós-jogo, em que foi especial interveniente o director-técnico Mário Branco, autor de ameaças e insultos, que não cabem em qualquer prontuário de futebol.
Elemento de destaque na equipa recém-eleita de Rui Costa, não foi apenas Mário Branco que saiu a perder, depois da estrondosa vitória registada nas eleições de sábado, mas sim, no seu todo, o Benfica, que não pode estar sujeito às consequências de comportamentos desbragados de um qualquer dirigente pouco recomendável para o representar.