14 nov, 2025
As mais recentes exibições da selecção nacional nos jogos realizados no âmbito da fase de qualificação para o Mundial de Futebol do próximo ano já vinham produzindo alguma desconfiança nos adeptos portugueses em relação à forma como poderia terminar esta fase decisiva, com dois desafios por disputar.
Claro que não estava em dúvida a qualificação da equipa das quinas, porque os resultados anteriores davam margem para que, apesar de tudo, o optimismo se mantivesse.
De resto, numa fase de apuramento com as características actuais, e com um grupo aparentemente sem dificuldades de maior, por ser evidente a superior qualidade do futebol português, sempre pareceu que não iriam surgir grandes dificuldades pelo caminho.
Vitórias tangenciais, exibições com pouco brilho, restava-nos somente cumprir o resto do calendário, preparando uma grande festa para o desafio final a ter lugar no estádio do Dragão, no próximo domingo, a partir das duas horas da tarde.
Ontem, num jogo em que se anteviam dificuldades perante um adversário forte em casa, com um jogo rijo, e ainda a pensar na possibilidade de estar no Mundial, a selecção portuguesa voltou ao seu normal. E assim, tivemos uma actuação sem registo, sem qualidade e sem golos.
Os irlandeses sabiam muito bem como enfrentar os comandados de Roberto Martinez, tendo sido capazes de interpretar as ideias do seu técnico, e acabando por vencer com toda a justiça por números que nem sequer escandalizam.
Com um ataque incapaz, e uma defesa que acumulou erros em série, não era de esperar outro desfecho, que poderia ter até ficado expresso por números mais altos.
Agora, ficamos à espera da despedida, contra a Arménia, no domingo ao começo da tarde.
Claro que o apuramento para o Mundial 2026 não está em dúvida, mas em dúvida continuam as perspectivas quanto ao comportamento português na prova maior a realizar no México, Canadá e Estados Unidos se, até lá, nada mudar.
E também não pode ficar no silêncio a expulsão de Cristiano Ronaldo, a primeira da sua carreira, enquanto jogador da selecção.
Em final de carreira, CR7 protagonizou mais uma exibição despida de qualidade, parecendo cada vez mais distante da possibilidade de uma retirada em glória.