17 nov, 2025
Sem surpresa, a seleção nacional de futebol conquistou ontem o direito de estar presente na próxima edição do Campeonato do Mundo, a disputar por 46 selecções, nos Estados Unidos, México e Canadá.
E fê-lo através de uma exibição convincente e de uma goleada das antigas.
É verdade que a Arménia não prometia, à partida, grandes dificuldades para conquistar os necessários três pontos, mas todos estávamos longe de imaginar que a vitória alcançada viria a traduzir-se em números tão avassaladores.
A equipa escolhida por Roberto Martinez para o jogo com os arménios não suscitava muitas dúvidas, sabendo-se, por exemplo, que face à ausência de Cristiano Ronaldo, por castigo, o agora parisiense Gonçalves acabaria por ser o escolhido para o seu lugar.
E este não produziu somente uma exibição de muita qualidade, como também tomou parte no banquete com um golo apontado no Dragão.
Vencer por 9-1 não só representa uma goleada à moda antiga, como chama a nossa selecção a uma realidade de que andava distantes há vários anos.
E aqui entra no debate a ausência de Cristiano Ronaldo, sem o qual não só foi possível produzir futebol de alta qualidade, como também marcar uma cesta cheia de golos.
Por tudo isto, surge naturalmente a pergunta: no futuro vai ser recomendável voltar à fórmula-CR7, ou o desafio de ontem deixou lições que não devem ser esquecidas?
Tem por isso a palavra o nosso seleccionador, cujas opções passarão agora a ser mais discutidas do que até aqui.
Neste momento limitamo-nos a repetir uma ideia segundo a qual a selecção portuguesa, não sendo favorita para chegar ao título no próximo Mundial de futebol é, seguramente, uma séria candidata, entre as várias, também candidatas, a chegar ao cobiçado e desejado troféu.