21 nov, 2025
Cristiano Ronaldo tem sido, por estes dias, a figura mais em foco, e não apenas no mundo futebol.
A sua ausência da selecção nacional, por castigo, no jogo contra a Eslovénia, começou por se tornar motivo de debate, porque o renomado jogador português não esteve presente no estádio do Dragão, onde os seus companheiros foram capazes de se bater pelo melhor jogo e pelo mais abundante score com que terminou a partida.
Não foram poucas as vozes que se levantaram justificando essa boa exibição e esse excelente resultado com a ausência do mais internacional futebolista português.
A equipa de Martinez pareceu, nesse desafio internacional, sempre mais solta, mais ligada, mais inspirada, mais alegre, e capaz de chegar com sucesso até à baliza contrária, onde fez entrar a bola por uma mão cheia de golos.
Portanto, em muitos casos, a conclusão a que alguns chegaram é que sem a presença do internacional madeirense, o rendimento da equipa foi maior, e o futebol praticado, sem a submissão a CR7, atingiu níveis até agora inalcançáveis, que o tornaram mais harmonioso.
Aguardemos pelo que vai acontecer a seguir. Ou seja, se teremos no Mundial de 2026 Cristiano Ronaldo de novo como o todo poderoso da selecção, perante quem o próprio seleccionador se agacha num gesto reverencial que o compromete e coloca dúvidas sobre o ascendente que tem sobre os jogadores que convoca.
Para além disto, como se não bastasse, tivemos agora a ida de Cristiano Ronaldo à Casa Branca integrando a comitiva chefiada por aquele a quem ele próprio classificou como o seu patrão.
Honrarias não faltaram e o próprio Presidente Trump fez questão de relevar a presença de um famoso jogador, ao qual prestou as mais significativas homenagens.
Só que também não faltaram aí as críticas pelo facto de Ronaldo ter dado cobertura ao ditador árabe, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, e suscitando, por isso, as mais severas críticas da comunidade que não se revê nos comportamentos de Mohammed Bin Salman.
A visita de Ronaldo à Casa Branca poderia ter acontecido noutra altura? Claro que sim. Por exemplo, no próximo Mundial de Futebol, no ano que vem, nos Estados Unidos.
Só que, convenhamos, agora estavam em causa muitos milhões de dólares e a lavagem da imagem de uma figura que não respeita os direitos humanos, e daí haver oportunidades que podem não se repetir.