03 dez, 2025
Tudo na vida tem um fim, inclusive no futebol, só que, neste caso, esse fim chega normalmente bem mais cedo. Isto é, a carreira de um jogador torna-se exuberante nos tempos de juventude, mas quando começa a olhar para o fim da linha, começa igualmente a perspectivar-se a despedida.
É o que agora está a acontecer com Rui Patrício, guarda-redes protagonista de uma carreira invejável, que conheceu períodos de grande notoriedade na defesa das balizas do Sporting, e chegou a campeão da Europa em 2016, quando, em França, ajudou a conquistar o mais alto galardão do futebol do velho continente, como titular indiscutível.
Rui Patrício agora com 37 anos de idade, terá recusado recentemente convites de Espanha e Itália, mas os que lhe chegaram do Girona e do Parma, não foram suficientes para que viesse a tomar a decisão de continuar a prolongar a sua carreira.
Depois de ter estado no Mundial de Clubes, disputado nos Estados Unidos, integrando o Al Ain, dos Emiratos Árabes Unidos, tendo feito somente dois jogos, o antigo guarda-redes leonino começou a encarar seriamente a sua despedida, após de ter conquistado dez títulos como jogador profissional.
Formado no Sporting, que representou durante doze épocas consecutivas, passou também por Inglaterra, onde defendeu as cores do Wolverhampton e, Itália, tendo aí sido guardião de Roma e Atalanta.
Saído do Sporting após o miserável ataque perpetrado contra as instalações da Academia de Alcochete, e sem nunca ter atingido o cume da fama como aconteceu com outros guarda-redes, Rui Patrício foi sempre um atleta que mereceu o respeito e a admiração dos adeptos dos clubes e da selecção.
Se nada de contrário vier a acontecer, o antigo jogador do Sporting abandonará o futebol prestigiado e com a honra de ter sido sempre um jogador que respeitou a sua profissão e os adeptos que lhe renderam aplausos.