19 dez, 2025
A jornada cinco da Taça de Portugal, por enquanto incompleta porque há dois jogos para cumprir dentro de dias, fica marcada por um escândalo que assim parece apreciado genericamente, e que vai manter-se nas parangonas durante várias semanas.
Para muitos comentadores é isto o futebol português, sucessivamente polvilhado por casos e casinhos, que justamente o colocam na cauda do futebol europeu, a nível de competições internas. Sem qualidade e preenchido por discussões que o atrofiam, o futebol luso é assim visto e considerado a partir da fronteira de Badajoz.
Ontem, em Ponta Delgada, disputava-se um jogo que se antevia difícil para os leões de Lisboa.
Para além de defrontar um adversário de qualidade, o técnico Rui Borges via-se privado de alguns dos seus mais influentes jogadores, uns lesionados, outros integrantes nas suas selecções, com participação no Campeonato Africano das Nações.
E o jogo não foi, de facto, fácil para a formação de Alvalade, muito embora se tenha colocado em vantagem nos primeiros momentos da partida.
O Santa Clara revelava-se mais contundente, não lhe tendo sido difícil empatar o jogo e chegar à vantagem, que se manteve quase até ao total cumprimento dos noventa minutos.
Ainda antes do prolongamento aconteceu o escândalo que ficou a marcar o desafio, com o árbitro João Pinheiro a assinalar uma grande penalidade inaceitável contra os açorianos, por indicação do Var (Rui Silva), e depois de (incríveis) treze minutos a analisar o lance supostamente faltoso, que viria a ser decisivo para a reviravolta no marcador.
No outro desafio de ontem à noite, o Futebol Clube do Porto recebeu no Dragão o seu vizinho Futebol Clube de Famalicão, tendo chegado a uma vitória concludente e expressiva, que vai colocar os dragões como adversários do Benfica nos quartos-de-final da Taça Portugal.