08 jan, 2026
No futebol nem sempre impera a lógica, ou seja, nem sempre ganham aqueles que parecem mais apetrechados para chegar à vitória.
É simples, mas reversível. No futebol, e por isso é tão apaixonante em todos os quadrantes, é sempre arriscado avançar para suposições, apenas com base no valor ou no prestígio das equipas em presença.
Não escandaliza afirmar que tanto o Sporting como o Benfica partiam como favoritos para os embates com as duas mais credenciadas equipas do Minho nos dois desafios da Taça da Liga incluídos no calendário das meias-finais da competição.
E essa ideia persistia, embora se soubesse que, sobretudo da parte do Sporting, havia condicionantes de vária ordem, sobretudo dado o elevado número de jogadores lesionados e a ausência de outros na competição africana de nações, que prossegue por mais alguns dias.
Afinal, os jogos de terça e quarta-feira, Sporting-VGuimarães e SBraga-Benfica, ensinou que a ideia de apostar nos mais favoritos se revelou um autêntico flop, porque tanto vimaranenses como arsenalistas se revelaram suficientemente capazes para chegar ao fim erguendo a bandeira da vitória.
Os leões ainda seguraram uma magra margem até ao fim dos noventa minutos, perdendo somente nos descontos, porém, o Benfica desde cedo viu a vantagem dos bracarenses ganhar considerável avanço, que foram capazes de aguentar até ao fim.
Em Leiria, José Mourinho foi cáustico para com os seus jogadores, os quais, de facto, realizaram uma primeira parte sem qualquer assomo de qualidade, não tendo sido capazes de dar a volta ao marcador, pese embora o facto de terem conseguido melhorar bastante nos segundos quarenta e cinco minutos.
Tudo visto, a próxima Taça da Liga irá para o Minho, estando por se saber como decorrerá e terminará este embate inesperado, e que promete transformar-se num grande espectáculo dada a enorme e ancestral rivalidade que existe entre os dois vizinhos.