Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
A+ / A-

O espírito ganhador de D. Afonso bem interpretado pelo futebol vimaranense

12 jan, 2026 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O Vitória soma agora, no seu currículo, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga.

Prometia tornar-se num grande espectáculo e foi isso que, felizmente, acabou por acontecer.

O Vitória de Guimarães-Sporting de Braga, jogo da final da Taça da Liga, ficará mesmo para a história como um dos momentos mais altos da competição, criada na temporada de 2007-2008, e que, nas suas 19 edições teve, até agora, sete vencedores, com o Benfica a comandar o pelotão, por ter arrecadado oito troféus, ao longo destes anos.

Para a edição deste ano Sporting e Benfica perfilavam-se como prováveis finalistas, restando-lhes defrontar e ultrapassar duas equipas minhotas, as quais não dispunham de elevado favoritismo para estarem presentes na final.

Já se sabe o que aconteceu a leões e águias, ambos atirados borda fora, em circunstâncias oportunamente dissecadas, ficando por isso via aberta para Conquistadores e Arsenalistas, que chegaram à final de Leiria com merecimento por inteiro.

E esse desafio, entre minhotos, ficará a história pelas melhores razões.

Antes de mais convirá acentuar que, apesar da conhecida e nem sempre muito bem interpretada rivalidade, os dois gigantes do Minho foram capazes, não só de nos proporcionar um espectáculo de grande qualidade, como disputá-lo dentro da maior cordialidade e civismo.

Foi, aliás, um comportamento que se estendeu igualmente ao público, que preencheu, por inteiro, as bancadas do estádio Magalhães Pessoa, na cidade de Leiria, e que ajuda a cimentar a ideia de que talvez não teria sido possível uma final como esta se interpretada por equipas diferentes.

E o Vitória de Guimarães, que venceu com toda a justiça, acentue-se, foi mesmo aquele que entrou no jogo a vencer, tendo em conta que os vimaranenses fora aqueles que se fizeram munir do maior número de bilhetes de ingresso, iniciativa levada a cabo no seio do próprio clube. E assim, pode afirmar-se, sem rebuço, que dois/terços das bancadas estavam ocupados dos adeptos da cidade do Fundador.

Num desafio disputado com grande intensidade, o momento foi encarado de forma, ou seja, enquanto para o Sporting de Braga se tratava de mais um jogo, semelhante a tantos outros que tem realizado, para o Vitória de Guimarães este era “o JOGO”.

E assim tivemos uma final empolgante, com um vencedor justo, e um prémio que a cidade festejou até à exaustão durante largas horas da noite, e vai continuar a ser motivo de festa.

Depois desta conquista, o Vitória soma agora, no seu currículo, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga.

Outros tantos motivos de orgulho para um Clube ao qual o futebol português muito deve.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.