14 jan, 2026
Não se colocam outras hipóteses, que não sejam as de ter que haver um vencedor, para o clássico que Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica vão disputar nesta quarta-feira, a partir das 20,45 horas, tendo como cenário o Estádio do Dragão, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Mesmo tendo em conta as circunstâncias actuais, ou seja, o melhor momento dos portistas, traduzido no confortável avanço de que dispõem no Campeonato da Primeira Liga, não há razões que nos levem a optar antecipadamente por um vencedor na eliminatória.
Não sendo possível o empate, por razões regulamentares, e estando igualmente fora de questão a hipótese de recurso a prolongamento, tudo terá que ser decidido ou, nos noventa minutos de jogo ou, em derradeira instância, no desempate através da marcação de grandes penalidades.
Todos estes condimentos parecem, portanto, conjugar-se para que tenhamos, na próxima noite, um espectáculo electrizante, muito disputado, e com vencedor incerto até ao fim, mesmo tendo em conta o facto de o jogo se realizar obrigatoriamente no estádio do Dragão, onde, à partida, os donos da casa parece poderem dispor de alguma pequena dose de favoritismo.
Não valendo a pena recordar que o Benfica, no campeonato, já empatou na capital do Norte, uma vez que esse rescaldo poderá de nada valer, vamos estar certamente perante um dos momentos mais altos da edição deste ano da segunda mais importante competição do calendário português, mesmo colocando de lado a polémica que já ontem assentou arraiais,
devido à escolha de Fábio Veríssimo para arbitrar o encontro.
Estamos, portanto, num momento particularmente importante para os dois baluartes em presença pois, se por um lado, este clássico poderá servir para testar, mais uma vez, a qualidade que os dragões veem patenteando no campeonato e, por outro lado, fazer uma nova avaliação da equipa comandada por José Mourinho, após a irregularidade que tem deixando à vista nestas últimas semanas.
Repetindo uma ideia antiga, o que se pode desejar é que possamos assistir a um desafio com a qualidade que as duas equipas justificam, que vença aquela que se revelar mais capaz durante os noventa minutos, e que, para fechar, seja possível termos pela frente uma arbitragem sem mácula, para assim ajudar a contrariar os maus ventos que têm soprado nestas últimas horas.