22 jan, 2026
A derrota do Benfica, esta quarta-feira em Turim, frente à equipa da Juventus, pode ter comprometido, de forma definitiva, a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões.
Para os comandados de José Mourinho este desafio era decisivo podendo, em caso de vitória, permitir a continuação dos encarnados na mais importante competição da UEFA.
Assim, depois de tudo o que aconteceu no estádio italiano, o Benfica tem de esperar pela derradeira jornada da competição, na qual vai receber, no estádio da Luz, a poderosa e sempre difícil formação do Real Madrid, mesmo que a os espanhóis não estejam a viver os seus melhores momentos.
Esta quarta-feira à noite, no Giuseppe Meazza, os lisboetas nem sequer realizaram um jogo de baixa qualidade. Porém, apesar disso, teria sido necessária mais contundência da parte dos seus jogadores, os quais, no último terço do campo, nunca deram a ideia de poder chegar com sucesso às balizas juventinas.
Do outro lado, o Benfica encontrou-se com uma equipa que nem sequer conseguiu impressionar os adeptos mais exigentes do futebol.
Com um futebol lento, muito “mastigado” e com fraca qualidade de finalização, ficou sempre a ideia de que os comandados de José Mourinho seriam capazes de fazer muito melhor.
Num desafio globalmente de mediana qualidade, a formação lisboeta nunca foi capaz de chegar com verdadeiro perigo ao último reduto da equipa transalpina.
E, por isso, não podemos estar de acordo com o treinador José Mourinho que, no rescaldo de mais uma derrota da equipa que comanda, teve a coragem de afirmar que “o Benfica tinha realizado um grande jogo”.
Na verdade, todos os que vimos o mesmo jogo, não podemos estar de acordo com esta afirmação tão ousada do “special one”, feita apenas e só para justificar o fracasso.
Agora, ao Benfica, não sobram muitas opções, porque só a vitória interessa no jogo final da fase de apuramento a disputar no seu estádio contra a ambiciosa e poderosa equipa do Real Madrid, restando saber se, perante o quadro actual, os lisboetas vão ser capazes de fazer o contrário daquilo que veem produzindo nos últimos tempos.